Ainda jovem, quer aproveitar a
vida,
mas você se enlaçou amando alguém
que a deixou sozinha, desamparada.
Na aflição seus pais a abandonaram,
sem condição você partiu, sem
rumo,
sua bagagem não era nada
comparada com aquilo que levava no
útero.
Se chora desoladamente é porque não
tem ideia do que está para vir.
A angústia percorre em fel sua
garganta, num medo que progride a
cada instante em sua face, em sua
mente, para ter em si a vontade de
abortar.
Mas, em súbita coragem, num fogo
tão ardente percorrendo sua mente,
você enfrenta a mágoa.
O amor se faz presente, reconhece
que errou, mas um erro tão bonito
que não merece ser destruído.
Ao nascer o pequeno ser, a felicidade
é tanta que aos poucos, num pranto,
você chora de alegria ao olhar o
rostinho lindo, envolvendo-o nos
braços para nunca mais deixá-lo.
Mário Luiz Bovolenta Moji-Guaçu - SP
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