Ouça uma voz baixinha, do
seu ventre maternal:
Deixe-me nascer, mamãezinha, não me
faça tanto mal.
Você tem medo da morte, como o Diabo tem da
cruz, mas quer matar-me no ventre, impedindo-me de
vir à luz.
Você que tanto reprova a matança de inocentes,
quer jogar-me para fora do santuário do seu
ventre.
Deixe-me nascer, mãe querida, para gozar do
seu
amor e consagrar minha vida todinha a Deus Nosso Senhor.
Laerte Ribeiro de Campos - Capivari
- SP
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