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NATAL

Vinte e quatro de dezembro. O sol vem
rompendo as nuvens.
O tempo desliza paulatinamente. Os
comerciantes abrem suas lojas.
Ruas e praças estão enfeitadas. Os camelos
ali também se encontram.
Chega gente de todos os lados, formando um
verdadeiro formigueiro humano.
Todos querem vender e comprar, mas acabam,
eles mesmos, sendo vendidos e comprados.
O tempo continua passando.
Meio-dia. Muitos voltam para seus
lares. Vão almoçar.
No caminho, encontram pessoas necessitadas,
com fome de pão e de carinho,
mas ninguém lhes dá.
Os homens vão correndo para casa.
Com eles, corre também o tempo. E anoitece.
O frio chega e ninguém se lembra
de aquecer os que estão sem agasalho.
O frio continua. Frio vindo do espaço.
Frio oriundo dos corações humanos.
De repente, expectativa total,
começa a contagem regressiva:
dez, nove, oito... três, dois, um, zero!!!
Foguetes são lançados ao ar. Muitos se abraçam.
Comemoram. É Natal.
Nasce um novo dia. Mas, que pena!
O novo dia é gêmeo, quase igual ao velho.
O tempo continua e com ele outros natais, mas, infelizmente, gêmeos, quase iguais. O Natal sempre passa e o frio continua. Frio, vindo do espaço. Frio oriundo dos corações humanos.

FELIZ NATAL


Alberto Grossi Teixeira Alto Rio Doce-MG

 

 
 
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