
Parece brilhar sobre nós com mais ardor o astro-rei
que ilumina o mundo. Neste tempo de luz, de perdão
e de amor, cigarras cantam incessantemente, nas árvores,
uma cantiga amiga, como precursoras tradicionais que
são de festa tão bela quanto antiga.
E a criançada, na sua inocência, ao bom
Papai Noel escreve e pede brinquedos vários,
sem sequer saber que o velho muitas esquece. Nas ruas,
a multidão se acotovela, entra e sai de comércio
em comércio, enquanto outra
com fome e frio tirita num bairro muito perto.
Dentro do lar, uma família se abraça,
se
confraterniza alegremente.
E outra, silenciosa, chora o vácuo deixado
por alguém que partiu recentemente.
Jovens dançam, bebem, festejando esta data
secular.
E, em algum continente, feridos de guerra
caem vários sem poder festejar.
Não esqueçamos irmãos, não
esqueçamos a
mensagem do anjo à humanidade.
Glória a Deus nas alturas e na terra paz a
todos os homens de boa vontade.
Maria Teresa Vieira São Paulo - SP