Ó braços abertos,
corretos, eretos,
que abraçais quietos
nossas ignomínias.
Braços humildes,
sem vestes nem laços.
Ó braços de Cristo,
suados, cansados,
de chagas marcados
por nossas misérias.
Ó braços abertos,
penhor de bondade,
sobre nossa maldade
fazeis redenção.
Ô braços abertos,
no mais triste sudário,
despidos de culpa,
ungidos de dor.
ó braços de Cristo,
perenes, eternos,
abraçais a Maria,
mendigais nosso amor.
Ó braços abertos,
ensinai-nos também
a abrir nossos braços,
em ternos abraços
de consolo e perdão.
E, depois, sem medir nem propor,
seguir-vos o exemplo,
abrir-nos em templos,
do vosso "místico corpo".
Aída Barreto de Araújo - Florianópolis
- SC
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