| “A cura espiritual” |
Por: Alcides Alves
Seminarista da Diocese de Santarém-Pará.
Estudante de Filosofia e Ciências da Religião.
E-mail: alvess07@yahoo.com.br |
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Percebe-se que o desenvolvimento das religiões, ou o seu crescimento, tem proporcionado ricas reflexões em torno das questões religiosas. Vários conflitos têm surgido na atitude de querer compreender as diversas manifestações ligadas à religião.
Dentre esses diferenciados aspectos, nota-se um forte dinamismo que se justifica além das práticas religiosas, sobretudo, no “retorno do religioso”. Ligado a isso é perceptível um objetivo: a realização pessoal, uma satisfação interior, as respostas imediatas, pois a sociedade de modo geral, está evoluindo, o tempo é algo muito breve, limitado, o qual exige que da pessoa que aproveite de forma positiva, requer respostas, resultados eficazes e imediatos.
Diante disso é preocupante a reflexão acerca das religiosidades paralelas, “entendemos aqui, no contexto ocidental, todas as religiões não cristãs, os diversos esoterismos e todas as crenças e práticas para – religiosas antigas (vidência, por exemplo) ou novas meditações, por exemplo)” (Françoise Champion), pois nos dias atuais, justifica-se, por haver cada vez mais um profundo distanciamento entre as pessoas, em que a vivência da coletividade deixa de ser uma prática.
Cada pessoa está preocupada consigo mesma. Verifica-se que a idéia de salvação não é o ponto norteador, como era nas sociedades antigas, e, sim, a vivência de uma experiência que está ligada às necessidades pessoais.
A religião passa a ser um meio, uma forma de responder aos questionamentos; passou a ser uma forma de terapia “a cura espiritual;” para que desta forma viva melhor e responda às exigências da pessoa individualizada.
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