Especial - A Bíblia
 
Objetivos das brincadeiras bíblicas e dinâmicas de grupo na catequese
Enviado por: Maria Helena
Diocese de Novo Hamburgo
Pastoral catequética
 
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As propostas apresentadas neste polígrafo não se constituem um fim em si mesmas, mas estão direcionadas ao objetivo maior que é o aprendizado

São recursos que, quando utilizados no momento oportuno e na medida certa, tornam o ensino  mais atraente, participativo, criativo e os seus efeitos marcantes e duradouros.

  Não podem substituir o encontro propriamente dito ou estudo bíblico, mas são simples meios de vivenciar e fixar o ensino na mente e na emoção daqueles que estão no processo do aprendizado.

O ensino das verdades bíblicas, longe de ser  relegado a um segundo plano, será dinamizado, através da motivação e da iniciativa desencadeadas pelas atividades lúdicas. O mais importante no encontro catequético é que haja o verdadeiro estudo da Palavra  e que o catequista esteja preparado para desenvolver tal tema; as técnicas usadas devem estar em função de  tornar o estudo da Palavra mais proveitoso e dinâmico. Se essa visão for deturpada, só haverá  agitação e dispersão, sem que haja “aprendizagem”.

AS BRINCADEIRAS BÍBLICAS

Será mesmo importante gastar tempo na catequese ( que já é pouco ) brincando? Se a brincadeira for bem  direcionada e programada de maneira a contribuir para a aprendizagem a resposta certamente será afirmativa.

A brincadeira em época alguma constituiu assunto tão sério como hoje. Seja como pai ou mãe, como catequista, educador (a), Cidadão (ã) responsável, não podemos permanecer indiferentes  ao observarmos as mais variadas manifestações de violência, especialmente quando atinge crianças e jovens.

Muitos estudos vêm sendo feitos, e hoje  se fala muito em  “inteligência emocional”, que é a capacidade de se trabalhar com as emoções, resultando num equilíbrio pessoal e num bom relacionamento consigo mesmo e com o próximo. Nós como cristãos sabemos que quando deixamos o Espírito Santo dominar as nossas emoções e sentimentos, aí sim, conseguimos essa tão famosa “inteligência emocional”. Mas a dimensão lúdica, que tanto a criança como também o adulto possui, não deve ser deixada de lado, pois vem facilitar  o equilíbrio emocional do indivíduo.

Através de uma simples brincadeira, concurso ou jogo, pode ser liberada e experimentada uma imensa alegria, provando que o intercâmbio de relações humanas não tem porquê ser violento e competitivo.  Uma brincadeira bem orientada nos leva à cooperação, à superação de nossas inseguranças, à descoberta de novos valores e ao companheirismo.

Alguns pontos a serem observados na preparação e execução das brincadeiras bíblicas:

- Reconhecer que este recurso é importante e deve ser levado à sério, não basta escolher uma lista de brincadeiras e jogá-las em cima do grupo;

- Conhecer as necessidades do grupo, idade e números de pessoas, contexto, aptidões;

- Definir bem o objetivo que deseja alcançar no encontro;


- Saber o momento de parar a atividade.
  A competição nunca deve assumir importância tal que estrague a comunhão entre os participantes.  Quando perceber que os integrantes estão exaltados,  somente querendo ganhar os pontos, é hora de encerrar, mudar os grupos e acalmar a tempestade.  Esta é uma boa oportunidade para ensinar princípios bíblicos de vitória e derrota, contentamento e consideração mútua (Fp 2:3,4; Rm 12:10); por outro lado, cuidado para que a brincadeira não morra por falta de interesse;

- Disciplina dentro da liberdade do jogo: fazer respeitar as regras do jogo, exigir honestidade, ser justo e ter equilíbrio das equipes;


- Conhecer bem a atividade para poder explicá-la claramente, variando em cada encontro. - Ter todo o material à mão (cuidado!  não deve haver improvisos);


- Procure envolver todos os participantes do grupo nas brincadeiras, mantenha o bom  humor, a alegria e a simpatia para com todos;


- É importante evitar esgotamentos físicos e situações bruscas que possam levar a alguém se machucar ou a constrangimentos.



 
 
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