Especial - A Bíblia
 
A ressurreição dos mortos
Citação: 15,1-57
Autor: Pe. Rafael Lopez Villasenor
 
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Havia divisões sobre à questão da ressurreição dos mortos. Alguns não acreditavam na possibilidade de uma vida além da morte; outros excluíam a ressurreição, mas admitiam a imortalidade da alma.

A filosofia grega afirmava que só o espírito é que tem valor, logo o corpo de nada serviria. Essa confusão dentro e fora da comunidade cristã de Corinto fazia com que o Evangelho perdesse toda capacidade de fermento na sociedade.

O conteúdo: Cristo morreu por nossos pecados, foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia e apareceu a Cefas e aos Doze. O sepulcro encerrou a vida terrena de Jesus; as aparições, que podem ser testadas mediante testemunhas oculares, inauguram a nova presença do Cristo na história e na caminhada das comunidades.

A fé se traduz em comunicação da experiência do Cristo ressuscitado, atingindo e transformando as comunidades. Para Paulo, a ressurreição de Jesus é o primeiro fruto maduro de uma grande árvore carregada de frutos. Em sua ressurreição nós também já ressuscitamos.

O fato de Jesus ter ressuscitado resgata a dignidade do corpo e das pessoas. Cristo venceu a morte para sempre, abrindo as portas para a vitória da vida sobre a morte. Portanto, os mortos ressuscitarão também, como Cristo ressuscitou.

Paulo contrapõe Adão a Cristo: o pecado do primeiro acarretou a morte para todos; a morte-ressurreição do segundo confere vida a todos. A vitória de Cristo, portanto, não será completa enquanto não vencer também naqueles que trazem seu nome. Isso quer dizer que a luta contra a morte é tarefa conjunta de Cristo e dos cristãos. Só quando estes participarem da vida plena em Deus é que Cristo dará por encerrada sua missão.

• Quais são os conflitos da comunidade?

• Como anunciamos a presença de Cristo Ressuscitado na nossa comunidade?



 
 
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