Sagrada Família
 
Celebrando a Sagrada Família
 
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A festa do Natal apresenta-nos uma família. Três são seus membros: Jesus, Maria e José. A colocação dos nomes não é por acaso. Indica a intensidade de santidade de seus membros. Jesus – Deus entre nós; Maria – a cheia de graça; José – o homem justo. Uma família sagrada, colocada como protótipo e modelo para nossas famílias.

Os textos bíblicos apresentam-nos qualidades e virtudes que devem ser buscadas para que realmente nossas famílias sejam sagradas. A 1ª leitura (Eclo 3, 2-14) diz como deve ser o comportamento do filho para com seu pai e mãe, principalmente na velhice. Mostra o que acontece na vida do filho que honra seus pais: tem o perdão dos pecados, sua oração será ouvida, terá uma longa vida, será abençoado.

A 2ª leitura (Cl 3, 12-21) oferece um programa de ação para ser aplicado dentro da comunidade familiar. Indica os sentimentos que devem existir nos membros de uma família.

E o evangelho (Lc 2, 22-40) apresenta passos da vida da sagrada família. Em primeiro lugar, uma família integrada na comunidade de fé de seu tempo. Uma família que cumpre seus deveres religiosos. Uma família que vive a realidade do dia-a-dia.

O evangelho também relata a experiência de Simeão que sente a alegria de ter em seu braços o Divino Salvador, pois seus “olhos viram a salvação”. E profetiza que Ele “está posto para a ruína e para a ressurreição de muitos em Israel.”

A Sagrada Família, após cumprir todo o ritual, retorna para Nazaré. E o Menino Jesus, sob os cuidados de seus pais José e Maria, “crescia e se fortificava cheio de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele.”

A celebração deste domingo nos apresenta a Sagrada Família como modelo para as nossas. E nos convida a recuperar os valores de uma família verdadeiramente cristã, marcada pelo amor, pela fidelidade e pelo casamento indissolúvel. Ela deve ser uma comunidade de fé e de oração, chamada a ser defensora e promotora da vida.

A exemplo de José e Maria, os pais são chamados a desempenharem bem a missão que Deus lhes confiou. Como ensina o Catecismo da Igreja Católica, no nº 2.223, “os pais são os primeiros responsáveis pela educação dos filhos. Dão testemunho desta responsabilidade em primeiro lugar pela criação de um lar onde a ternura, o perdão, o respeito, a fidelidade e o serviço desinteressado são a regra. O lar é um lugar adequado para a educação das virtudes. Esta requer a aprendizagem da abnegação, de um reto juízo, do domínio de si.”



 
 
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