Os Dez Mandamentos
 
Segundo Mandamento - Não tomar seu Santo Nome em vão
 
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"NÃO PRONUNCIARÁS O NOME DO SENHOR, TEU DEUS, EM VÃO"
(Ex 20,7)


I - "O Santo nome do Senhor"


O segundo mandamento regula o uso que fazemos do Santo nome de Deus. Assim sendo, não devemos proferi-lo abusadamente. Deus revela o seu Santo nome só àqueles que crêem nele. Com isso Ele estabelece uma relação de confiança e intimidade com seu povo.

O uso indevido do nome de Deus é proibido pelo segundo mandamento e também o nome se Jesus Cristo, da virgem Maria, dos santos, etc.... As promessas feitas em nome do Senhor mostram a fidelidade, a veracidade e a honra contida nessas promessas. Devemos pois, ser fiéis a elas e não cumpri-las é o mesmo que dizer que Deus é mentiroso.

A BLASFÊMEA : consiste em usar palavras de ódio, ofensa, de desafio a Deus e de até mal dize-lo. A sua proibição também é estendida às palavras contra a Igreja, os santos, as coisas sagradas, etc...
Usar o nome de Deus para encobrir práticas criminosas, submeter povos à escravidão, torturas e matar também são maneiras de blasfemar.

II - "Não pronunciar o nome do Senhor em vão"


O juramento é a invocação de Deus para ser testemunha daquilo que afirmamos. O cristão não pode fazer um juramento falso porque é contrário ao segundo mandamento. Fazendo isso ele está invocando a Deus para ser testemunha de sua mentira.

O perjúrio é uma falta de respeito para com Deus. Consiste em fazer um juramento que não se pode ou, depois de algum tempo não se tem a intenção de cumpri-lo. Não se pode também fazer um juramento para realizar-se uma obra má.

Jesus Cristo, no Sermão da Montanha, expõe o segundo mandamento: "Vocês ouviram também o que foi dito aos antigos: 'Não jure falso, mas cumpra seus juramentos para com o Senhor'. Eu, porém, lhes digo: 'Não jurem de modo algum: nem pelo Céu porque é o trono de Deus; ... diga apenas 'Sim' guando é 'Sim' e 'Não' quando é 'Não'. O que você disser alem disso vem do maligno" (Mt 5,33-34.37).

Temos que tomar muito cuidado ao invocarmos Deus, pois este ato está intimamente ligado à Sua presença em nossas afirmações. Devemos jurar apenas por uma causa justa e grave. Por exemplo: perante um tribunal.

O juramento deve ser feito se baseado na verdade e na justiça. Não devemos jurar por coisas fúteis. Podemos recusar um juramento para não colaborar com autoridades civis ilegítimas ou para desaprovar aquilo que vai contra a dignidade das pessoas e à comunhão da Igreja.

III - "Nome Cristão"

No Batismo recebemos o nosso nome que nos é conferido em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Isso porque o nome do Senhor nos santifica. É na Igreja que recebemos o nosso "nome de Batismo".

O nosso nome é sagrado porque é um sinal da dignidade daquele que o carrega. É por esse nome que Deus nos chama, pois ele é Eterno, como Deus. No Reino, todo o caráter único e misterioso de cada um, marcado com o nome do Senhor resplandecerá na luz. "Ao vencedor... Darei também uma pedrinha branca a cada um. Nela está escrito um nome novo, que ninguém conhece, só quem a recebeu" (Ap 2,17).



 
 
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