A circuncisão de JESUS
A circuncisão de JESUS - Lc2, 21-35
– Nesta passagem vemos a circuncisão, que em ralação
aos hebreus representa o nosso batismo quanto à incorporação
ao povo eleito, JESUS não a recebeu por necessidade ou
obrigação, mas para tornar-se igual aos irmãos
e também para redimir os que se achavam sob a Lei. JESUS
era obediente à Lei.
Os Judeus fazem a circuncisão até nos dias de
hoje. A circuncisão é realizada cortando uma pele
do prepúcio do órgão reprodutor masculino
e isso para nós tem um grande significado teológico;
Este órgão é que o homem tem de mais íntimo,
depois do coração.
Isto quer nos dizer que DEUS quer atingir o mais íntimo
do homem que é o seu coração, porém
como não pode cortar o coração escolheu-se
então este órgão. Lembra da Anunciação
do Anjo a Nossa Senhora? Ela disse não conheço
homem (o mais íntimo do homem), isto é, não
teve relações íntimas para gerar um filho.
Neste texto também vimos que o evangelista nos mostra
os pais de JESUS; José, pai adotivo, pois sabemos que
JESUS é Filho de DEUS e Maria a Mãe verdadeira
e natural de JESUS.
Relata o Evangelho que, sendo JESUS o Filho de DEUS e tendo
sido virginal o parto de Maria, eles não estavam sujeitos
à lei da purificação prescrita pela Lei
de Moisés. Entretanto, para não escandalizar o
povo, que desconhecia o grande mistério da Encarnação,
submeteram-se às exigências da Lei: “Levaram
o Menino JESUS a Jerusalém a fim de apresentá-lo
ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor, que
todo o varão primogênito seja consagrado ao Senhor
e para oferecer em sacrifício um par de rolas ou dois
pombinhos”, por serem pobres (v. 22-24).
“Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão,
que era justo e piedoso” (v. 25). Movido pelo Espírito,
ele veio ao templo, no momento em que o Menino nele era apresentado.
“Ele o tomou nos braços e bendisse a DEUS, dizendo:
‘Agora, Senhor, podes deixar o teu servo ir em paz, porque
meus olhos viram a tua salvação’”
(v. 27-30).
Em breves palavras, Simeão resume para Maria a trajetória
da missão salvífica e universal de JESUS: esse
Menino, o Salvador prometido, é “Luz e Glória
que vem para iluminar as nações” (v. 32-33).
Simeão os abençoou e disse a Maria, sua Mãe:
“Eis que este Menino está posto para ruína
e para o soerguimento de muitos em Israel, e como um sinal de
contradição” (v. 34).
“Sinal de contradição...” JESUS é
um personagem que provoca uma decisão. Perante ele todos
são obrigados a definir-se pelo “sim” ou
pelo “não”. Quem se unir a ele será
alevantado e salvo; mas quem entrar em contradição
com ele, cai (v. 34). “Quanto a ti, diz Simeão
a Maria, uma espada há de traspassar tua alma”
(v. 35) porque Mãe e Filho são inseparáveis.
Se o Menino DEUS já é um sinal de contradição,
muito mais sê-lo-ia, quando Crucificado.
Veja que detalhe maravilhoso podemos ver também neste
texto! Simeão foi ao templo conduzido pelo Espírito
Santo. Como é importante deixar-se conduzir por DEUS!!!
Ele viu com os seus olhos humanos a Salvação porque
se deixou conduzir (levar os catequizandos a entender o que
ouviram).
Na profecia do velho Simeão podemos ver que JESUS será
a pedra de tropeço para Israel (Is8, 14), sempre amado
e perseguido pela humanidade dividida em dois campos: o do amor
e do ódio. Esta pedra que os construtores rejeitaram
(todos aceitaram JESUS?) tornou-se agora a pedra angular.
JESUS é verdadeiro DEUS e verdadeiro Homem, por muitas
vezes Ele chorou, comeu, trabalhou ... tão humano que
só poderia ser DIVINO, conforme disse o Leonardo Boff.
JESUS amou tanto Jerusalém que chorou a sua sorte uma
semana antes de morrer Mt23,37-39 e Lc19,41-44. Em Jerusalém,
JESUS foi julgado por Pilatos, foi crucificado e ressuscitou.
Foi nessa cidade no Dia de Pentecostes, que nasceu a Nossa Igreja
em plenitude.
Antes de profetizar dias terríveis para Jerusalém,
JESUS comentou o descaso em que foi recebida a sua visita na
terra; uma visita que tinha como finalidade trazer paz, mas
que, por não ser bem entendida passou a ser motivo até
de desgraças. “Pena que você, Jerusalém,
não soube ver a paz que estava entre seus muros!”
Essa frase de JESUS é ao mesmo tempo uma crítica
e uma lamentação. Frase que vale para nós
que recebemos de Deus tantas graças e tanta paz, mas
sem darmos conta, não valorizamos suficientemente a bondade
de Deus.
Viver sem a graça de Deus já seria uma desgraça
da qual deveríamos fugir. JESUS poderia dizer sobre isso
o que falou para Jerusalém: “Aí de você,
cristão, ai de você católico, que não
soube reconhecer a quantidade de graças e bênçãos
que você tinha a sua disposição.
Ai de você que não soube reconhecer a bondade de
Deus que estava a seu lado no dia a dia da vida”. Que
estejamos sempre atentos e conscientes com os bens que temos,
sobretudo o bem da paz e da vida.
Nos textos que ouvimos, JESUS chora sobre Jerusalém por
que Ele estava presenciando que a Cidade Santa não sabe
qual é o caminho da verdadeira paz. Os olhos dela estão
como que tapados: ela se tornou o centro da exploração
e opressão do povo, enveredando por um caminho que é
o avesso do caminho da paz.
Ela será destruída, porque não quer reconhecer
na visita de JESUS a ocasião para mudar as próprias
estruturas injustas, abrindo-se ao apelo de JESUS.
JESUS chora por que gostaria de juntar aquele povo como uma
galinha junta seus pintinhos. Caro leitor, você conhece
esta cena? A galinha junta os pintinhos com as assas e os protegem.
JESUS é assim mesmo! Ele usa linguagem bem humana para
que possamos compreender. Veja a comparação que
JESUS faz!!! Como é grande o amor de JESUS pela humanidade,
demonstrado nestes textos à cidade de Jerusalém.
Veja que comparação que JESUS faz!!! Como é
grande o amor de JESUS pela humanidade, narrado nestes textos
a cidade de Jerusalém. E ele é proclamado para
você aqui agora!!! JESUS deseja muito abrir seus braços
agora e acolher a todos, deixe-se ser acolhido por JESUS!!!
Segundo a Tradição oral, a vida de JESUS até
aos 30 anos foi em companhia de seus pais trabalhando na carpintaria.
Trabalhando e freqüentando a Sinagoga, ninguém podia
imaginar que o “filho de Carpinteiro” fosse DEUS.