31. A comunicação de Jesus por
meio de parábolas - Capítulo 05
A parábola nos textos de catequese
Todos os novos textos valorizam amplamente
as parábolas, não como simples citação
ou um lembrete facultativo ou um exemplo, mas como parte integrante
do texto. E não só nos textos para crianças
mas também nos textos para jovens e adultos.
A catequese pós-conciliar, na verdade, é profundamente
bíblica e, portanto, não pode deixar de lado as
parábolas, que revelam a identidade de Deus em Cristo,
a novidade do Reino, a missão da Igreja e as características
do discípulo.
A presença das parábolas nos novos textos de catequese
é abundante quantitativamente e relevante qualitativamente.
A escolha das parábolas não depende, em primeiro
lugar, de critérios de compreensão didática,
mas se efetua em relação à sua intrínseca
capacidade de ilustrar o Reino como dom a ser reconhecido e
como tarefa a ser realizada com empenho, já no tempo
presente.
O cristão já não pode mais hoje propor
o anúncio cristão integral sem ter presentes as
parábolas em sua riqueza positiva. Os novos textos não
exigem que o catequista seja exegeta, mas que ele saiba conjugar,
cada vez mais e melhor, Palavra de Deus e catequese.
CONCLUSÃO
As parábolas são, talvez, o elemento mais característico
de Jesus Cristo, tal como é transmitido nos Evangelhos.
Não se pode portanto admitir que um catequista seja capaz
de desenvolver o próprio ministério (serviço),
sem uma adequada familiaridade com as parábolas.
O catequista seja ajudado a meditar, interpretar e comunicar
as parábolas, de acordo com alguns rigorosos critérios
de exegese e de catequese. Um mínimo de familiaridade
com os textos das parábolas é hoje exigido pelo
respeito à Palavra de Deus, pela feitura dos novos textos
de catequese e pela seriedade com que se deve viver o próprio
ministério na Igreja.
Não é rigorosamente necessário analisar
todas as parábolas evangélicas. Para o catequista
é sobretudo importante adquirir um método orgânico
de leitura das parábolas, que contenha várias
dimensões:
- o conhecimento do texto bíblico;
- sua incidência na espiritualidade;
- sua contribuição para os destinatários
do anúncio;
- a caracterização ou especificação
do conteúdo;
- a metodologia para transmiti-lo melhor;
- sua abertura para a liturgia e para a vida.
Um curso sobre as parábolas não deveria faltar
nas escolas para catequistas. O esforço que esta
pesquisa exige favorece a formação deles e valoriza
o anúncio. Os frutos que daí a catequese pode
tirar estimulam a fazer esta experiência.
Colaboração: Maria Helena L. de
Carvalho - Novo Hamburgo
Fonte: Luiz Guglielmoni – Revista Catechesi, Itália
(1983/15, pp.11-19)
Orientações gerais e indicações
práticas para uso das parábolas na catequese.
R. M. O. traduziu.
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