36. Grupo de adolescentes: Espaço de
perseverança na fé
Formação de grupo de perseverança e grupo
jovem
A catequese é a comunicação
do plano divino da salvação. Catequizar é
comunicar o Deus amor que veio ao mundo fazer-se um de nós,
assumindo nossas dores e resgatando-nos de todas as formas de
opressão.
É muito importante que os catequistas não percam
de vista a experiência de levar a vida para dentro da
catequese e procurem conjugar a fé com a vida, intensificando
assim a dinamicidade que o processo de formação
e educação da fé de nossas crianças
e adolescentes necessita ter.
Diante das tristes realidades que presenciamos em nosso mundo
e que são, muitas vezes, reflexo da negação
da verdade, que o Evangelho de Cristo nos revela, precisamos
ser criativos e audazes para conceber a cada dia novos métodos
que possibilitem a transmissão dos ensinamentos de Jesus;
permitindo que nossos adolescentes não se desviem dos
caminhos de Deus e cedam às falsas seduções
do mundo.
Sugestão
Uma sugestão prática para vocês catequistas,
neste momento que iniciamos mais uma jornada na Catequese de
nossa comunidade, neste novo ano que começa, é
a formação de grupos de adolescentes para, além
de ser um momento de encontro e perseverança na fé,
preencher o espaço existente entre a Primeira Eucaristia
e a Crisma e também após a Crisma.
O melhor momento é esse, já que os adolescentes,
tendo celebrado a etapa da Primeira Eucaristia em suas vidas,
estão animados e empolgados.
Alguns passos
Para um bom êxito na concretização do grupo
de adolescentes é preciso seguir alguns passos:
1. A sugestão precisa ser bem conversada
no grupo de catequistas e deve-se escolher quem vai acompanhar
os adolescentes nesse novo grupo, que difere dos encontros de
preparação para a Primeira Eucaristia.
2. É necessário que esses catequistas
designados pelo grupo possam ir até os adolescentes para
convidá-los a participar desse grupo. É muito
importante que esse convite seja feito de um modo pessoal e
já se deve ter em vista a data do primeiro encontro para
a criação do grupo.
Considerando que esses pré-adolescentes e adolescentes
já fizeram a Primeira Comunhão, a metodologia
aplicada não pode ser a mesma usada durante a catequese
inicial; há de se garantir o protagonismo deles, isto
é, a participação direta e total na criação
do grupo e sua organização.
3. Quem for acompanhá-los necessita
ter paciência para entender o universo do adolescente;
não deve tratá-los e nunca se referir a eles como
crianças. Eles devem se sentir responsáveis e
valorizados no grupo. Portanto, não se pode fazer as
coisas por eles.
4. O adolescente não tolera as coisas
determinadas e impostas. Por isso, toda atividade deve ser dialogada
e decida por eles. O ideal é que, na primeira reunião,
se decidam o objetivo do grupo, a escolha do nome, a divisão
das funções etc.
5. Nas atividades e reuniões de estudo
e de partilha, é importante contemplar todas as dimensões
da pessoa humana:
— discussões sobre temas ligados à fé,
mas também ligados à afetividade e sexualidade,
— relacionamento entre pais e filhos,
— educação,
— a sociedade de um modo geral.
Enfim, a variedade de temas para a partilha, visando ao crescimento
desses pequenos e jovens, os momentos orantes e também
de lazer proporcionarão um encontro gostoso que será
muito valioso no processo de educação da fé.
E tudo aquilo que foi semeado durante a preparação
da Primeira Comunhão e Crisma terá importância
na vida deles e de suas famílias.
Pe. Jorge Paulo da Silva Sampaio
Santuário Nacional de
Nossa Senhora Aparecida