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Padre Wagner Augusto Portugal

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SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA, B.

“Com grande alegria, rejubilo-me no Senhor, e minha alma exultará no Senhor, e minha alma exultará no meu Deus, pois me revestiu de justiça e salvação, como a noiva ornada de suas jóias”.

Meus queridos Irmãos,

Quanta alegria deve encher nossas almas neste dia abençoado por Deus: celebramos a Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil. Neste ano o Santuário Nacional de Aparecida nos propôs como Tema do Novenário que precedeu a festa de hoje “Mãe Aparecida Missionária e discípula na vida do povo”.

Foram nove dias de preparação para a grande solenidade que hoje celebramos no imenso território nacional. A reflexão está em sintonia com a V Conferência Geral do Episcopado Latino Americano e Caribenho, que será realizado em Aparecida, aos pés de Nossa Senhora Aparecida, sob a presidência do Sumo Pontífice Bento XVI, de 13 a 31 de Maio de 2007, que tem como tema: “Discípulos e Missionários de Jesus Cristo, para que nossos povos N’ele tenham vida”.
           
A festa de Nossa Senhora Aparecida nos faz remontar ao ano de 1773, quando alguns pescadores encontraram no rio Paraíba, presa em suas redes, uma imagem de Nossa Senhora da Conceição.

Aqueles que foram pescar para o Conde de Assumar pescaram uma imagem negra da Virgem da Conceição que, hoje, com o seu manto azul protege o povo brasileiro e se coloca como a nossa intercessora junto de Deus, porque: “quem a Mãe pede o Filho atende!”. Vamos a Deus, por intermédio da Virgem de Aparecida, Rainha e Mãe do povo brasileiro.

Meus irmãos,

Celebramos hoje o dogma central da fé mariológica: a sua imaculada conceição, ou seja, a sua maternidade divina, aquela que não foi corrompida pelo pecado original, aquela que Virgem, por obra e graça do Espírito Santo, concebeu e deu a luz ao Redentor do gênero humano.

Maria Virgem, antes e depois do parto, foi elevada ao Céu em corpo e em alma.  Maria, que participou da paixão do Senhor e sua coroação como rainha do céu e da terra, mulher que nos legou o exemplo de ter vivido a fé simples, a fé teologal, da esperança, da fé e da caridade.

O Evangelho desta solenidade fala da presença de Nossa Senhora nas Bodas de Caná, ou seja, num casamento. Maria estava ali presente, uma presença de mãe atenta, que sabe exatamente do que precisamos.

Nas nossas mais simples e mais complicadas necessidades recorremos ao patrocínio da Bem Aventurada Virgem Maria. Problemas pessoais, problemas comunitários e problemas da comunidade devem e podem ser confiadas ao patrocínio da Virgem Maria.

 Maria é antes de tudo nossa Mãe. Por isso o Evangelho de hoje nos apresenta Maria como nossa intercessora junto de Cristo. Podemos deixar nas mãos da Virgem Maria nossos pedidos, porque ninguém conhece melhor o Cristo, “trono da Graça”, do que a sua Mãe Santíssima.
           
Queridos Irmãos,

No Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida há uma grande faixa em que todos nós rezamos antes do início das celebrações: “Fazei tudo o que ele vos disser”. Realmente esta passagem contida no versículo 5 do Evangelho de hoje quer nos interpelar nossa vida de cristãos.

É um pedido que parte de Maria aos que trabalhavam nas Bodas de Caná. É, hoje, um pedido da parte de Maria a cada um de nós. Maria nos pede, sim, que pela graça de Jesus Cristo que pedindo reverentemente seu Filho irá nos atender. Assim foi com os servidores de Caná. Obedeceram a Jesus e encheram os vasos ou talhas de vinho. E esta água foi transformada no melhor vinho que fora servido ao final das Bodas de Caná.
           
Vamos ter a mesma atitude de Maria: “Fazei tudo o que ele vos disser”.(Cf. Jo 2,5). Quando recorrermos a Virgem Maria devemos fazer um exame de consciência para que nosso pedido seja atendido pelo Filho, para que nós possamos viver como o Filho viveu, para que nós coloquemos em prática os ensinamentos de Jesus.

 Vamos pedir a Nossa Senhora que nos ensina a confiar na graça santificante de seu Divino Filho, o Salvador.

           
Amar Jesus é escutar as suas ordens. Amar Jesus é colocar em prática a sua moral contida nos Santos Evangelhos. Amar Jesus é cantar como a Virgem: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. Vamos, pois, abrir nossos corações para a vontade salvadora do Redentor.

Meus queridos irmãos,

O vinho das Bodas de Caná é símbolo de todas as graças de Deus, sobretudo da maior de todas as graças: a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Salvador. E Jesus é a primeira das graças que Maria sempre nos apresenta e alcança-nos, porque, tendo-o, teremos tudo.

A quem possui Cristo, nada lhe falta. Por isso mesmo o vinho de Caná é o melhor do que o vinho já bebido e é falta. Por isso mesmo o vinho de Caná é melhor do que o vinho já bebido e é extraordinariamente abundante. De fato, cada uma das talhas podia conter de 80 a 120 litros.

E eram seis talhas, o que significa, no mínimo, de 500 a 600 litros de vinho. E como se não bastasse essa quantidade, João diz que foram enchidas até a borda.

            Abundância de vinho, bênção de Deus. Abundância de confiança na misericórdia, bênção de Deus. Abundancia é a quantidade do amor de Deus derramado sobre a humanidade na pessoa de Jesus de Nazaré.

 As leituras realçam a mensagem da mediação de Maria na figura de Éster (Cf. 1a. Leitura, Est 5,1b-2; 7b-31) e na solicitude de Maria nas Bodas de Caná, conforme nos ensinou o Evangelho.

Na Segunda Leitura, Maria é apresentada como grandioso sinal que apareceu no céu, ameaçada, mas não tragada pelas águas de um rio. A mulher foi socorrida pela terra(Cf. Ap 12,1-5.13a.15.16a) Destacando a figura de Maria, a Igreja assume, até em certo grau, o que foi a obra de Maria, a co-redentora, a Imaculada.

Salvos das águas, pela fé e pelo Batismo, os cristãos brasileiros podem atingir algo que contemplam em Maria, a Imaculada, se seguirem o seu Conselho: “Fazei tudo o que ele vos disser”.

Santa MARIA APARECIDA,MÃE, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL,  ROGAI POR NÓS!

Padre Wagner Augusto Portugal
VIGÁRIO JUDICIAL DA ARQUIDIOCESE DE JUIZ DE FORA
E PRESIDENTE DO TRIBUNAL ECLESIÁSTICO INTERDIOCESANO