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Nossa Senhora de Lourdes - BERNADETE SOUBIROUS

Leia mais sobre N. Sra. de Lourdes:
1. N. Sra. de Lourdes 2. O motivo das aparições 3. Bernadete Soubirous
4. As aparições 5. As aparições continuam 6. Bernadete permanece fiel
7. A revelação 8. Bernadete no convento 9. A morte de Bernadete
10. Preciosa intercessão 11. Lourdes hoje  
     

Para que a Manifestação Divina não deixasse dúvida sobre a sua autenticidade, o CRIADOR escolheu uma jovem simples, humilde e sem qualquer instrução, que vivia com os pais e irmãos de favor num comodo abandonado, numa terrível e deplorável pobreza.

Bernadete Soubirous
Moinho Boly, onde nasceu Bernadete
Bernadete nasceu em Lourdes, a 7 de janeiro de 1844, no moinho de Boly, que seu pai Francisco Soubirous herdou do sogro.
Moinho Boly, onde nasceu Bernadete
Francisco Soubirous
Luisa Casterot
Seu pai, homem forte e apesar de habituado ao trabalho, tinha pouca intuição administrativa e comercial, que lhe propiciasse bons rendimentos na profissão de moleiro.
A mãe, Luisa Casterot , loira, de olhos azuis, possuía traços bem delicados e gênio muito agradável.

Bernadete, ou Maria Bernarda tinha três irmãos: Antonieta Maria (Toinete) João Maria e Justino.

Em 1852 os Soubirous atingiram a faixa perigosa da falta de dinheiro, em conseqüência da má administração do moinho. Tinham "pena" dos que não pagavam as contas e muitas vezes não se recusavam ate em adiantar-lhes a farinha, por conta da próxima colheita.

Todos os clientes que traziam trigo para moer, ou que levavam a farinha, eram muito "bem tratados" pela moleira, que lhes servia vinho, queijo e até bolo. Ninguém fazia economia. Sem vaidade, mas por excesso de bondade, ofereciam o "máximo" a todos os visitantes .

Isto resultou no afastamento da clientela "boa", aquela que pagava regularmente as contas, porque eles observando aquele desperdício, prenunciaram um péssimo desfecho para o negócio do senhor Francisco e ficaram receosos de involuntariamente serem também envolvidos em algum "desastre comercial".

Mas a clientela "ruim", aqueles que iam para aproveitarem-se da fidalguia dos Soubirous, estes cada vez mais enraizavam-se. 0 resultado não podia ser outro; com o crescente aumento das despesas e a diminuição do faturamento, as contas do moinho começaram a dar prejuízos .

Em 1854 tiveram que mudar de casa. Seu pai vendeu o moinho para pagar dívidas e procurou emprego para poder viver.

Em 1855, convidada por uma tia, Bernadete foi morar em sua companhia, para ajuda-la num pequeno restaurante e na execução de serviços caseiros, como remendar roupas, fazer barrela, coser, etc. Isto de certa forma foi bom para os seus pais, porque aliviou-lhes o orçamento. Era uma boca a menos à alimentar. Mas pouco adiantou; em 1856, por causa do desemprego na região, os Soubirous são despejados da casa na rua Rives por falta de pagamento e ainda tiveram que deixar algumas peças do mobiliário, que já era pequeno, para pagar a dívida.

Cachot (calabouço)Como não tinham local para morar, porque ninguém queria alugar-lhes uma casa, Francisco foi procurar um primo, André Sajous, que tinha recebido de herança de um tio chamado Taillade, o prédio da antiga cadeia municipal, o "cachot (calabouço)" , que estava abandonado, mas onde ele também morava com sua esposa e cinco filhos, num cômodo na parte superior. Sobrava um cômodo na parte inferior, que anualmente era alugado para uns miseráveis espanhóis. Era um buraco infecto e sombrio, a divisão inabitável da antiga prisão, abandonada por causa da insalubridade. E foi lá que Francisco Soubirous foi morar com sua família, porque foi o único local que conseguiu. E assim, num cômodo de 3,72 x 4,40 metros, arrumaram como podiam, as camas, armários e os utencílios de cozinha. Ali mesmo cozinhavam e dormiam.

Por esta ocasião, Bernadete já tinha voltado para junto de seus pais e irmãos. Na umidade daquele local, periodicamente sua asma crônica manifestava-se em acessos violentos de tosse que a deixava quase sem fôlego.