Como
surgiu a Igreja;
Prefiguração da
Igreja:
Desde o início dos tempos a Igreja já
era prefigurada. O próprio Antigo Testamento
possui dezenas de frases prefigurativas. A Arca
de Noé, por exemplo, simboliza a Igreja:
aqueles que estiverem dentro dela se salvarão;
o misterioso sacerdote Melquisedeque que, de maneira
surpreendente, oferece pão e vinho a Abraão,
símboliza o Cristo na introdução
da Eucaristia.
A Igreja (assembléia ou reunião do
povo de Deus), começou com Abraão,
a quem Deus prometeu que seria o pai de um grande
povo. (Gn 12,2;15,5-6). Deus então escolheu
Israel como Seu povo eleito. (Ex 19,5-6).
No entanto, o povo comportou-se como uma prostituta,
diz o Senhor, rompendo a aliança que fizeram
com o Ele, através de adoração
a falsos Deuses, etc. (Is 1,2-4).
Por este motivo, os profetas passaram a anunciar,
por vontade de Deus, o início de uma nova
e eterna Aliança (Is 55,3), a qual foi instituída
por Jesus, o Cristo (ungido) de Deus.
Missão de Jesus
A missão de Jesus era realizar o plano
de salvação de Deus Pai. Para isso,
veio ao mundo e, na idade adulta, formou a pequena
comunidade dos 12 Discípulos, respresentando
as 12 tribos de Israel, tendo Pedro como seu "chefe"
(Mc 3,14-15).
Cristo fundou uma Igreja
A Igreja foi realizada pela Cruz redentora de
Cristo e por Sua Ressurreição. Será
consumada na glória do céu como assembléia
de todos os resgatados na terra. Por isso a Igreja
é necessária à salvação
do homem, não bastando a fé, como
pregava Lutero, que iniciou a reforma protestante.
Por isso também Jesus deixou seus discípulos
responsáveis pela Sua doutrina, incumbindo-os
de difundi-la por todo o mundo, dando-lhes grandes
autoridades, como a de poder decidir o que será
ligado ou desligado nos Céus (Mt 16,18-20).
Daí vem, por exemplo, a certeza do perdão
dos pecados no Sacramento da Reconciliação
ou confissão.
Assim, tendo Pedro como "cabeça visível"
da Igreja, os Apóstolos difundiram a doutrina
por todo o mundo conhecido. Pela autoridade que
a eles foi dada pelo Filho de Deus, nomearam outros
apóstolos (bispos e sacerdotes), diáconos,
como Estêvão e Filipe. Também
nomearam Lino após a morte de Pedro, que
tornou-se assim o segundo Papa. Assim tem sido até
hoje.
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