Os
Sacramentos
Os Sacramentos da Igreja são sete e foram
instituídos pelo próprio Cristo:
O Batismo:
O santo Batismo é o fundamento da vida cristã
e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos.
Pelo Batismo somos libertados do pecado e regenerados
como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo,
comos incorporados à Igreja e feitos participantes
de sua missão (Concílio de Florença).
O Batismo é um sinal indelével (que
não se pode apagar). É necessário
à salvação do indivíduo
e, através dele, todos os pecados são
perdoados: o pecado original e todos os pecados
pessoais cometidos até aquele momento, bem
como todas as penas desses pecados. No entanto,
certas consequências temporais do pecado permanecem,
como os sofrimentos, a doença, a morte ou
as fragilidades ligadas à vida, como as fraquezas
de caráter, a propensão ao pecado.
Em caso de necessidade qualquer um pode batizar,
desde que tenha a intenção de fazer
o que faz a Igreja, e que derrame água sobre
a cabeça do candidato dizendo: "Eu te
batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito
Santo" (Catecismo da Igreja Católica,
parágrafos 1275 a 1284).
A Confirmação (crisma):
Este Sacramento aperfeiçoa a graça
batismal; é o sacramento que dá o
Espírito Santo para enraizar-nos mais profundamente
na filiação Divina, tornando mais
sólido nosso vínculo a Jesus e à
Sua Igreja. Como o Batismo, imprime um caráter
indelével na alma do cristão, por
isso só pode-se recebê-lo uma vez na
vida.
O rito é realizado através da unção
com o santo crisma (óleo abençoado)
na fronte do batizado. Normalmente é realizado
pelo Bispo diocesano, mas pode ser realizado por
sacerdotes sob a autorização dele
(Código de Direito Canônico, cânon
882 e Catecismo da Igreja Católica, parágrafos
1315 a 1321).
A Eucaristia:
É o Sacramento dos Sacramentos. É
o coração e o ápice da vida
da Igreja, pois nela Cristo associa Sua Igreja e
todos os seus membros a Seu sacrifício de
louvor e de ação de graças
oferecido uma vez por todas na cruz a Seu Pai; por
Seu sacrifício Ele derrama as graças
da slavação sobre o Seu corpo, que
é a Igreja.
A Eucaristia é o memorial da páscoa
de Cristo. Não "memorial" no sentido
de lembrança mas, através dela, nos
transportamos realmente ao Calvário no momento
da entrega de Cristo.
É Cristo mesmo que, através do sacerdote,
oferece o sacrifício eucarístico.
É também o mesmo Cristo que está
realmente presente sob as espécies do pão
e do vinho, que é a oferenda do Sacrifício
Eucarístico.
Apenas os sacerdotes devidamente ordenados (padres)
podem presidir a Eucaristia e consagrar o pão
e o vinho para se tornarem o corpo do Filho de Deus.
O corpo e o sangue de Cristo devem ser recebidos
em estado de graça, ou seja, sem que estejamos
manchados por pecados. Se alguém se vê
em pecado é melhor que não comungue,
pois quem toma o corpo e sangue de Jesus em pecado
toma a sua própria condenação.
Neste caso o fiel deve confessar-se antes de retornar
ao banquete Santo.
Através da comunhão do corpo e sangue
do Senhor, os pecados veniais (leves) são
perdoados e o fiel é preservado dos pecados
graves.
A Igreja lembra também que a visita ao Santíssimo
Sacramento (Jesus presente no Sacrário numa
comunidade perto de você) é uma prova
de gratidão e de amor para com Cristo (Catecismo
da Igreja Católica, parágrafos 1406
a 1418).
A Conversão, ou Confissão,
ou Penitência, ou Reconciliação:
A Bíblia nos diz: "Dizendo isso, soprou
sobre eles e lhes disse: Recebei o Espírito
Santo; aqueles a quem perdoardes os pecados lhes
serão perdoados; aqueles aos quais os retiverdes
lhes serão retidos" (Jo 20,22-23).
Como vimos, a Igreja possui a autoridade dada por
Cristo de prdoar ou não os pecados dos fiéis.
Claro, a Igreja jamais deixa de perdoá-los,
pois não existe para condenar, mas para salvar
os filhos de Deus.
Quem peca fere o amor de Deus. Além disso
o pecado sempre gera consequências físicas,
ou seja, algum mal à Igreja e/ou ao mundo
inteiro. Para repará-las as indulgências
podem ser conquistadas para si mesmo ou para as
almas do Purgatório (onde as almas se purificam
antes de entrar no céu). Elas podem ser obitidas
rezando-se o terço, fazendo meia hora de
aordação ao Santíssimo Sacramento
e rezando-se um Pai Noss, uma Ave Maria e um Glória
ao Pai ao Santo Padre, o Papa.
Para confessar-se é preciso que se esteja
arrependido, se mencione os pecados a um sacerdote
(padre), por piores que sejam, pois jamais seremos
condenados por eles, e a vontade de cumprir a penitência
dada por ele (sacerdote) para a reparação
dos pecados confessados.
É sempre importante, antes de se confessar,
fazer um cuidadoso exame de consciência, procurando
lembrar-se de todos os pecados cometidos desde a
última confissão. Para este fim é
útil a leitura dos dez mandamentos de Deus
e/ou do Sermão da Montanha (Mateus, dos capítulos
5 ao 7)(Catecismo da Igreja Católica, parágrafos
1485 a 1498).
A Unção dos Enfermos:
Este sacramento confere uma graça especial
ao cristão doente, portador de doença
que que lhe ofereça perigo de morte, ou ao
idoso.
Somente o Bispo ou os sacerdotes estão autorizados
a empregar este sacramento (Código de Direito
Canônico, cânon 1003). É utilizado
óleo consagrado pelo Bispo ou, em caso de
urgência, consagrado pelo próprio sacerdote.
Unge-se as mãos e a fronte do doente e pede-se
uma graça especial ao fiel.
Ao empregar-se este sacramento, todos os pecados
do fiel são perdoados, caso o doente não
possa obtê-lo pelo sacramento da Penitência.
Também é restabelecida a saúde,
se isso convier à salvação
espiritual. Garante-se também a preparação
para a passagem a vida eterna (Catecismo da Igreja
Católica, parágrafos 1526 a 1532).
A Ordem:
São Paulo diz a Timóteo, seu discípulo:
"Eu te exorto a reavivar o dom de Deus que
há em ti pela imposição de
minhas mãos" (2Tm 1,6). A Tito ele dizia:
"Eu te deixei em Creta para cuidares da organização
e ao mesmo tempo para que constituas presbíteros
em cada cidade, cada qual devendo ser como te prescrevi"
(Tt 1,5).
Os fiéis da Igreja possuem o chamado "sacerdócio
comum", que é uma participação
no sacerdócio de Cristo.
No entanto, a Igreja necessita do sacerdócio
ministerial, aquele cujos ministros sagrados recebem
um poder sagrado para o serviço dos fiéis.
Esse sacramento pode ser dado somente a homens,
sendo que apenas aos solteiros pode ser conferido
para o presbiterado (padres e posteriormente Bispos,
se assim for a vontade de Deus). Os casados podem
recebê-lo e tornarem-se diáconos, que
são aqueles que auxiliam o Bispo e o sacerdote.
Não recebem o sacerdócio ministerial,
mas a ordenação lhes confere funções
importantes no ministério da Palavra, do
culto divino, do governo pastoral e do serviço
da caridade, tarefas que devem cumprir sob a autoridade
pastoral de seu Bispo.
Este sacramento é conferido pela imposição
das mãos, conforme era feito pelos Apóstolos
e é seguido por uma solene oração
consacratória.
Este sacramento também imprime um caráter
indelével. É conferido pelo Bispo
(Catecismo da Igreja Católica, parágrafos
1590 a 1600).
O Matrimônio (sacamento):
Este Sacramento significa a união de Cristo
com a Igreja. Concede aos esposos a graça
de amarem-se com o mesmo amor com que Cristo amou
Sua Igreja; a graça do sacramento leva à
perfeição o amor humano dos esposos,
consolida sua unidade indissolúvel e os santifica
no caminho da vida eterna (Concliío de Trento).
Ao contrário do que muitos pensam, quem
celebra o casamento são os noivos. O ministro
presente é uma testemunha da Igreja. O Matrimônio
baseia-se no consentimento dos contraentes, isto
é, na vontade de doar-se mútua e definitivamente
para viver uma aliança de amor fiel e fecundo.
Este Sacramento é indissolúvel. Quando
o casal se separa na lei dos homens, permanecem
casados na lei de Deus e um novo relacionamento
ou um novo casamento civil leva ao pecado de adultério.
Neste caso a pessoa que assim procede não
se deve sentir excluída da Igreja. Apenas
não poderá ter acesso à comunhão
eucarística (corpo e sangue de Cristo).
Há casos em que a Igreja reconhece que um
casamento não foi selado por Deus. Não
que a Igreja cancele o Matrimônio, não
é isso. Ela apenas, através de provas,
chega à conclusão que os cônjuges
não estavam maduros espiritualmente no momento
do casamento e, por este motivo, esse jamais fora
válido. Dúvidas quanto à nulidade
do casamento devem ser levadas a um tribunal eclesiástico
(Catecismo da Igreja Católica, parágrafos
1659 a 1665).
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