Os
dez mandamentos de Deus;
1. Amar a Deus sobre todas as
coisas e não tomar Seu Santo Nome em vão:
Amar a Deus sobre todas as coisas: O primeiro mandamento
convida o homem a crer em Deus, a esperar nEle e
a amá-Lo acima de tudo. Por isso mesmo, a
superstição é um desvio do
culto que rendemos ao verdadeiro Deus, é
uma espécie de idolatria.
Alguns cristãos dizem que o culto que prestamos
a imagens é uma idolatria que contraria este
mandamento, mas isso não é verdade.
Deus proibe ídolos, ou seja, imagens que
são adoradas como se elas fizessem milagres.
As nossas imagens são como fotografias: nos
lembram a pessoa amada. Além disso, no livro
do Êxodo, capítulo 25, vemos que o
próprio Deus mandou que se fizesse imagens
de dois querubins paraque fossem colocadas sobre
a Arca da Aliança. Também no Evangelho
de João, capítulo 3, versículo
14 vemos a passagem do Antigo Testamento onde, por
ordem de Deus, Moisés fez uma serpente de
cobre e colocou-a sobre um poste. Essa imagem era
prefiguração do Cristo, e todos os
que para ela olhavam ficavam curados.
Há também, nas catacumbas de Priscila,
em Roma, local onde os primeiros cristãos
se escondiam dos perseguidores, a pintura da Virgem
Maria com o menino Jesus em seus braços.
Essa pintura é do sécuo III. Não
é possível que os cristãos
do ano 200 fossem idólatras.
Um outro aspecto é o fato de este mandamento
proibir o culto a deuses estrangeiros. Jesus Cristo
é Deus verdadeiro, portanto a veneração
de Sua imagem não traz malefício algum.
2. Não tomar Seu Santo
Nome em vão:
Este mandamento proíbe o uso inconveniente
do nome de Deus, de Maria e dos Santos.
As promessas feitas a outra pessoa em nome de Deus
empenham a honra, a fidelidade, a veracidade e a
autoridade divinas. Devem, pois, em justiça,
ser respeitadas.
A blasfêmia consiste em proferir contra Deus
palavras de ódio, de ofensa, de desafio,
em falar mal de Deus. É também blasfemo
recorrer ao nome de Deus para encobrir práticas
criminosas, orpimir os povos, torutar ou matar.
3. Guardar domingos e festas de
guarda e honrar pai e mãe:
Guardar domingos e festas de guarda: No Antigo Testamento,
o mandamento prescrevia que se guardasse o sábado.
No entanto, esse dia foi substituído pelo
domingo através da Ressurreição
de Cristo que, dessa forma, deu início a
uma Nova e Eterna aliança com a humanidade.
O domingo deve ser guardado em toda a Igreja como
o dia de festa de preceito por excelência
(Código de Direito Canônico, cânon
1246, 1). No domingo e nos outros dias de festa
de preceito, os fiéis têm a obrigação
de participar da missa (Código de Direito
Canônico, cânon 1247), para isso os
fiéis devem se afastar das atividades e/ou
negócios que os impeçam o culto a
ser prestado a Deus nesses dias.
Nenhum fiel pode tentar impedir sem necessidade
que outro cumpra este preceito.
4. Honrar pai e mãe:
De acordo com este mandamento, Deus quis que,
depois Dele, honrássemos nossos pais e os
que Ele, para nosso bem, investiu de autoridade.
"A salvação da pessoa e da sociedade
humana está estreitamente ligada ao bem-estar
da comunidade conjugal e familiar."
Os filhos devem aos pais respeito, gratidão,
justa obediência, e ajuda. O respeito filial
favorece a harmonia de toda a vida familiar.
Os pais devem ser responsáveis por educar
os filhos na Igreja e têm o dever de atender,
na medida de suas condições, às
necessidades físicas e espirituais dos filhos.
Os pais também devem respeitar e favorecer
a vocação de seus filhos. Lembrem
e ensinem que a primeira vocação do
cristão é seguir a Jesus.
5. Não matar e não
pecar contra a castidade:
Não matar: Este mandamento, na verdade,
é muito amplo. Entende a Santa Igreja que
ele abrange não apenas a morte em si, mas
uma série de outros itens:
a) A intenção em se destruir uma
pessoa, mesmo que não se consiga;
b) Abrange também pessoas que em seus negócios
provocam a morte ou a fome a outras pessoas e também
àqueles que instituem leis ou estruturas
sociais visando à degradação
dos costumes e à corrupção
da vida religiosa;
c) O aborto em qualquer situação,
exceto quando um tratamento médico para uma
outra enfermidade, por exemplo o câncer, acarreta
em um aborto contra a vontade da mãe;
d) A eutanásia voluntária (prática
segundo a qual se abrevia o sofrimento de um doente
portador de enfermidade incurável tirando-lhe
a vida de maneira indolor);
e) O suicídio;
f) O escândalo (quando, por ação
ou omissão, se permite deliberadamente que
o outro peque gravemente;
g) Quando se omite ajuda a alguém;
h) Provocar guerra;
i) A corrida armamentista (investimento em armas
ao invés de condições melhores
aos menos favorecidos).
Este mandamento não engloba a defesa armada
de uma nação em caso de ataque, pois
se trataria de uma legítima defesa.
A legítima defesa consiste em impedir que
alguém tire nossa vida, uma vez que esta
é o bem mais precioso que possuímos
na terra. Não é pecado, mesmo que
acarrete na morte do agressor, se esta for a única
forma de defesa.
O Catecismo da Igreja Católica menciona
como pecado contra o quinto mandamento até
mesmo um professor que se ira contra os seus alunos.
6. Não pecar contra a castidade:
Ao criar o ser humano o Senhor dá, ao homem
e à mulher, de maneira igual, a dignidade
pessoal. Cada um deve reconhecer e aceitar sua identidade
sexual, de acordo com o sexo que o indivíduo
possua.
Jesus, Maria e José são modelos perfeitos
de castidade e devem ser imitados. Ser casto consiste
em integrar a sexualidade na pessoa. Inclui também
a aprendizagem do domínio pessoal.
O uso de roupas provocantes com a intenção
de se chamar a atenção de alguém
do sexo oposto leva a pessoa a cometer este pecado.
Em Fátima, Maria fala que ela deve ser modelo
de como as mulheres devem vestir-se. Você
mulher analise a si própria e veja se está
se vestindo de acordo.
Há ainda, dentro deste mesmo pecado, coisas
como a masturbação, a fornicação
(sexo antes do casamento religioso), a pornografia
(exibição pública dos atos
sexuais), a prostituição, o estupro
e a homossexualidade.
No caso da homossexualidade, especificamente, o
Catecismo reconhece que muitas pessoas no mundo
sofrem uma inclunação desordenada
por pessoas do mesmo sexo, no entanto, convida a
esses que aceitem isso como uma provação
e não se entreguem ao seus instintos.
Diz também que devemos acolher os homossexuais
com respeito, compaixão e delicadeza e evitar
todo sinal de discriminação injusta.
Os irmãos e irmãs com tendências
homossexuais são convidados, se forem cristãos,
a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as
dificuldades que possam encontrar por causa da sua
condição. Devem, gradual e resolutamente,
se aproximar da perfeição cristã,
através da oração e da graça
sacramental, do autodomínio, da castidade
e do apoio de uma amizade desinteressada.
7. Não furtar, não
roubar e não levantar falso testemunho:
Não furtar ou roubar: Este mandamento proíbe
a retenção indevida dos bens alheios
ou a lesão do próximo com relação
a eles, seja como for.
Vale a pena lembrar que a ajuda aos pobres é
uma grande virtude. Portanto, uma pessoa avarenta
(mão-de-vaca) "não entrará
no Reino de Deus", diz o Apóstolo com
todas as letras em 1Cor 6,10. O nosso trabalho também
é para que possamos partilhar nossos lucros
com aqueles que não têm condições.
O Catecismo nos lembra que o pecado contra este
mandamento exige reparação.
É necessário que o fiel arrependido
restitua o valor ou a mercadoria roubada.
Este mandamento também inclui a escravidão.
8. Não levantar falso testemunho:
A verdade é a virtude que consiste em mostrar-se
verdadeiro no agir e no falar, fugindo da duplicidade,
da simulação e da hipocrisia.
Este mandamento proíbe coisas como:
a) Falso testemunho e perjúrio (jurar falso,
falar inverdades);
b) Respeito à reutação das
pessoas (não revelar coisas que causem o
prejuízo dos outros) - Isto inclui admitir
como verdadeiro, mesmo em silêncio, um defeito
moral do próximo. Também aquele que,
sem razão, revela a pessoas que não
sabem os defeitos dos outros;
c) Calúnia (invenção e propgação
de inverdades a respeito de uma pessoa ao ponto
que sua reputação fique prejudicada
e outras pessoas passem também a ter falsos
juízos a respeito dela) - Para isso é
necessário que saibamos interpretar as palavras
das pessoas quando comentam sobre as outras e a
conhecer as "duas faces" da "história";
d) Maledicência (destuir por vontade própria
a reputação do próximo);
e) Fanfarronice (faltar com a verdade) e ironia
(modo de exprimir-se em que se diz o contrário
do que se pensa ou sente);
f) Mentira (dizer o que é falso com a intenção
de enganar);
O Catecismo menciona como pecado contra o oitavo
mandamento a quebra de sigilos profissionais.
9. Não desejar a mulher
do próximo e não cobiçar as
coisas alheias:
Não desejar a mulher do próximo: Este
pecado pode ser evitado ou corrigido através
da purificação do coração
e a prática da temperança (moderação
dos instintos). Isso se faz com a oração,
a prática da castidade e da pureza da intenção
e do olhar.
Da mesma forma, não sejam as mulheres casadas
ou solteiras causa de desejo aos homens. Vistam-se
e comportem-se de maneira apropriada pois o pudor
preserva a intimidade da pessoa. Não se deve
mostrar aquilo que deve ficar escondido.
Este mandamento menciona qualquer desejo por outra
mulher, principalmente a do próximo, ainda
que seja apenas com um olhar.
Aos homens solteiros pede-se que busquem nas mulheres
solteiras a pessoa com quem gostariam de se casar,
para que possam admirá-las com respeito e
retidão e ter relacionamentos puros, baseados
no espírito cristão.
10. Não cobiçar
as coisas alheias:
Este mandamento exige banir a inveja do coração
humano. Designa o desejo pelas coisas dos outros.
Não é pecado desejar obter as coisas
que pertencem aos outros através de uma maneira
justa.
A inveja é um vício capital (gera
outros vícios) e é, segundo Santo
Agostinho, "o pecado diabólico por excelência."
Dela vêm o ódio, a maledicência,
a calúnia, a alegria à desgraça
alheia, e o desprazer com a prosperidade dos outros.
O cristão deve combater este pecado através
da benevolência, humildade e do abandono nas
mãos da Providência divina.
O desapego aos bens materiais é necessário
para entrar no Reino dos Céus.
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