4.
A CRIAÇÃO
- O CÉU E O INFERNO
- O PURGATÓRIO
Deus criou o mundo de tal forma que nele pudéssemos
viver, a fim de garantirmos a continuidade dele
e para continuarmos a obra criadora de Deus, ou
seja, para partilharmos com os nossos descendentes
(filhos, netos, bisnetos) as maravilhas da criação
e a vida eterna. Em outras palavras: nossa missão
principal nesta vida é ampliarmos o gênero
humano e ensinarmos aos que nos vão substituir
no governo deste mundo a amar a Deus, nosso criador,
e a servi-lo com todo o nosso ser.
O homem é um ser ao mesmo tempo corporal
e espiritual. Temos todos os anos de nossa vida
para decidir se aceitamos ou não o que Deus
nos deu e nos quer dar. Se aceitarmos, seremos recebidos
por ele no céu e por todos os seus anjos
e santos. Se não aceitarmos, Deus permite
que vivamos a nosso modo, tanto aqui como lá.
A esse modo de vida sem Deus, chamamos inferno.
Se, ao morrermos, ainda não estivermos preparados
dignamente para viver com Ele, segundo escolhemos
com nossa vida aqui na terra, passaremos um tempo
nos preparando. Damos o nome a esse tempo de purgatório.
O tempo de purgatório já pode ser
vivido antes da morte, com nossas renúncias,
atos de caridade, esmolas, e aqueles sofrimentos
que não conseguimos afastar, quando aceitos
e oferecidos por amor.
De que modo Deus criou o universo, não sabemos.
A história contida no Gênesis de l
a 11 é apenas simbólica, para nos
mostrar que quem criou o mundo foi Deus, que esse
mundo segue a evolução natural das
coisas e que, a cada homem, Deus cria a alma no
momento de sua concepção no ventre
materno: a alma não é gerada pelo
ato sexual dos pais.
Também desconhecemos como foi realmente
feito o pecado original.
Sabemos que foi um ato de desobediência a
Deus, ou seja, um ato de querer viver independentemente
de Deus. Pelo Batismo, ficamos livres da falta original,
mas não ficamos livres de suas consequências
(sofrimento e morte).
Quanto aos anjos, foram criados na Graça
de Deus, mas tiveram oportunidade de escolher se
ficariam ou não com Deus. Alguns deles rejeitaram
radical e irrevogavelmente a Deus e seu Reino. São
chamados diabos, satanás, demônios.
O nome "anjo", na verdade, é o
nome do cargo desses espíritos, ou seja,
"mensageiro". Enquanto criaturas puramente
espirituais, são dotados de inteligência
e de vontade: são criaturas pessoais e imortais.
Superam em perfeição todas as criaturas
visíveis.
Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor
e pastor para conduzi-lo à "vida":
é o anjo da guarda. Em Mt 18,10, Jesus diz:
"Não desprezeis nenhum destes pequeninos,
porque eu vos digo que os seus anjos nos céus
vêem continuamente a face de meu Pai que está
nos céus". No entanto, para receber
a ajuda do anjo da guarda é preciso pedir.
Ele não pode entrar em nossa vida e interferir
nela sem o nosso consentimento; também não
é obrigado a nos obedecer. Os anjos são
submissos a Deus, e não a nós. Há
pessoas que colocam um nome em seu anjo da guarda.
Isso não é proibido, é até
uma boa atitude.
Quanto a satanás, o seu poder é limitadíssimo.
Ele não passa de uma simples criatura, poderosa,
é verdade, pelo fato de ser puro espírito,
mas sempre criatura: não é capaz de
impedir a edificação do Reino de Deus.
A permissão divina da atividade diabólica
é um grande mistério, mas precisamos
ter certeza de que Deus coopera em tudo para o bem
daqueles que o amam (Rm 8,29).
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