5.
JESUS CRISTO E MARIA
Para ler: Marcos 8,27-33; Filipenses
2,1-11 e João 1
Jesus de Nazaré nasceu judeu, de Maria,
em Belém, no tempo do rei Herodes, o Grande,
e do imperador César Augusto. Era carpinteiro
de profissão. Foi morto, crucificado em Jerusalém,
sob o procurador Pôncio Pilatos, durante o
reinado do imperador Tibério. É o
Filho eterno de Deus feito homem. Ele "veio
de Deus" (Jo 13,3), "desceu do céu"
(Jo 3,13; 6,33), "veio na carne" (l Jo
4,2), "o Verbo se fez carne e habitou entre
nós, e nós vimos a sua glória,
glória que ele tem junto ao Pai, como Filho
único, cheio de graça e de verdade...
Pois de sua plenitude nós recebemos graça
por graça" (Jo 1,14-16). Jesus ressuscitou
e agora reina no céu com o Pai e o Espírito
Santo. Tudo isso é parte integrante de nossa
fé.
Jesus quer dizer, em hebraico, "Deus Salva".
Jesus se fez homem para a redenção
universal e definitiva dos pecados. Cristo quer
dizer "Messias" ( = ungido, salvador).
Ele é o Filho único de Deus. É
a ele, e somente a ele, que devemos submeter a nossa
liberdade pessoal, de maneira absoluta. Não
podemos submetê-la a nenhum poder terrestre,
mas somente a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo.
Seus ensinamentos levam o ser humano à felicidade
suprema do Paraíso junto a Deus. Ele é
a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade e
é Deus com o Pai e o Espírito Santo.
Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
Ele não é 50% Deus e 50% homem, mas
sim 100% Deus e 100% homem. Em sua encarnação,
Jesus não destruiu, mas assumiu a natureza
humana, comunicando a ela o seu próprio modo
de existir pessoal na Trindade. Assim, na sua alma
como no seu corpo, Cristo exprime humanamente os
modos divinos de agir da Trindade (Jo 14,9-10).
O Filho de Deus assumiu também uma alma
racional humana, dotada de um verdadeiro conhecimento
humano e, portanto, limitado ao tempo, à
época em que ele vivia. Ao mesmo tempo, entretanto,
esse conhecimento verdadeiramente humano do Filho
de Deus exprimia a vida divina de sua pessoa.
Cristo possui duas vontades e dois modos de ação,
ou seja, a vontade humana e divina, o modo de ação
humano e divino. A vontade humana de Cristo segue
a sua vontade divina, sem estar em resistência
nem em oposição em relação
a ela, mas antes sendo subordinada a essa vontade
todo-poderosa. O corpo de Cristo era delimitado
e visível. Por causa disso, o rosto humano
de Jesus pode ser "representado" (Gl 3,1).
Na verdade, Deus somente pode ser visto na pessoa
de Jesus Cristo.
Jesus substituiu a nossa desobediência pela
sua obediência. Ele viveu plenamente a vontade
do Pai no mundo, aceitando morrer na cruz, merecendo-nos
a justificação de nossos pecados e
nossa associação ao Mistério
Pascal (Mt 16,24; l Pd 2,21; Mc 10,39; Jó
21,18-19; Cl l ,24; Lc 2,35).
Jesus desceu à mansão dos mortos
(Hb 13,20) para libertar as almas santas que esperavam
o seu Libertador. Na verdade, Jesus nos abriu o
Paraíso, fechado pelo pecado original (lPd
3,18-19). Também essa expressão quer
dizer que Jesus morreu realmente, antes de ressuscitar.
Jesus virá no fim dos tempos julgar os vivos
e os mortos. Aí revelará a disposição
secreta dos corações e retribuirá
a cada um segundo suas obras e segundo tiver acolhido
ou rejeitado a sua Graça.
Jesus nos amou a todos também com um amor
humano, representado pelo seu Sagrado Coração,
traspassado por nossos pecados e para a nossa salvação
(Lc l e 2, Jo 2, l - 12; Jo l9,25-27).
Maria foi escolhida por Deus desde toda a eternidade
para ser a Mãe de seu Filho. Por isso, foi
redimida desde a sua concepção. Tudo
isso foi feito em Maria em vista dos méritos
de Jesus e é isso que significa "Imaculada
Conceição".
Maria é a Mãe de Deus (Lc l ,43).
Aquele que ela concebeu do Espírito Santo
como homem e que se tornou verdadeiramente seu Filho
segundo a carne, não é outro que o
Filho eterno do Pai, a segunda pessoa da Santíssima
Trindade.
Maria é totalmente unida a seu Filho. Pela
sua assunção, em corpo e alma, à
glória celeste, ela se torna o primeiro ser
humano, depois de Cristo, que ressuscitou. Ela é
nossa Mãe, por graça de Deus. Ela
é invocada na Igreja sob os títulos
de advogada, auxiliadora, protetora, medianeira.
Embora seja inteiramente própria, o culto
da Santíssima Virgem é totalmente
diferente do culto de adoração que
se presta ao Verbo encarnado (Jesus) e igualmente
ao Pai e ao Espírito Santo, mas nos ajuda
muito nisso. A veneração a Maria mostra-se
principalmente nas festas litúrgicas dedicadas
a ela e na oração mariana como o rosário,
resumo de todo o Evangelho.
Maria foi sempre virgem. O nascimento de Cristo
não lhe violou, mas sagrou a integridade
virginal de sua mãe. Os chamados "irmãos"
e "irmãs" de Jesus (Mc 3,31-35;
Mc 6,3; ICor 9,5; Gl 1,19), como Tiago e José
(que são filhos de uma Maria discípula
de Cristo, como relata Mt 27,56; Mt 28,1), são
parentes próximos de Jesus, conforme uma
expressão conhecida do Antigo Testamento
(Gn 13,8; Gn 14,16; Gn 29,15 etc.). Em Cristo, todos
somos filhos de Maria.
Maria é conhecida com muitos títulos,
da mesma forma que nós, quando somos conhecidos
por vários apelidos. Alguns títulos
de Nossa Senhora: Nossa Senhora de Fátima,
de Lourdes, da Salete, de Guadalupe, Aparecida,
da Paz, do Bom Conselho, do Bom Parto, da Piedade,
da Ponte, Auxiliadora, Mãe dos Homens, das
Graças, do Rosário, Consolata, da
Cabeça etc.
Maria, como não tem mancha nenhuma de pecado,
reflete totalmente a graça maravilhosa de
Deus. Nós, como somos tão pecadores
e tão limitados, percebemos essa graça
de Deus não de modo total, mas em partes.
Ora, cada título de Nossa Senhora corresponde
a um aspecto dessa Graça de Deus. Invocando-a
com este ou aquele nome, estamos, de certa forma,
lembrando esta ou aquela virtude divina.
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