6.
O ESPIRITO SANTO
Para ler: At
2,l-13; Jo
20,22-23; Jo
3,5-8; Jo
16,13-14; Jo
14,16.26; Jo 15,16; Jo
16,7; Mt
28,19; 1Jo
2,l; Gl
3,14; Gl
4,6; Ef
l,13; Rm
8,9.11.14; Rm
l5, Rm
19; 2Cor
3, 2Cor 17; 1
Cor 6,11; 1Cor
7,40; IPd
4,14.
É uma das três Pessoas da Santíssima
Trindade, consubstanciai ao Pai e ao Filho, e com
o Pai e o Filho é adorado e glorificado.
É a última Pessoa de Deus revelada.
Conhecemos o Espírito Santo na Igreja e
no Magistério da Igreja, nas Escrituras,
na Tradição, na Liturgia Sacramental,
na oração, nos carismas e nos ministérios,
nos sinais de vida apostólica e missionária,
no testemunho dos santos.
Espírito é uma palavra (Ruah) que
significa sopro, ar, vento. Não podemos entender
as palavras "espírito" e "santo"
separadas, mas somente juntas, designando a Pessoa
inefável do Espírito Santo, sem equívoco
possível com os outros empregos dos termos
"espírito" e "santo".
Paráclito significa: "aquele que é
chamado para perto", "advogado",
"consolador". Chamamo-lo também
de Espírito da promessa, de adoção,
de Cristo, do Senhor, de Deus, de glória.
Os símbolos do Espírito Santo são
vários: água, unção,
fogo, nuvem e luz, selo, mão, dedo, pomba.
Infelizmente, as pessoas insistem em representá-lo
apenas como um pombo. Veja abaixo:
Água: ICor
12,13; Jo
19,34; Jo4,10-14; Jo7,38; IJo
5,8; Êx
17,1-6; Is
55,1; Zc
14,8; ICor
10,4; Ap
21,6; Ap
22,17.
Unção: IJo
2,20.27; 2Cor
1,21; Êx
30,22-32; ISm
16,13; Lc
4,1.18-19; Lc
2,11.26-27; Lc
6,19; Lc
8,46; Is
61,1; Rm
1,4; Rm
8,11; At
2,36; Ef
4,13.
Fogo: Eclo
48, l; lRs
18,38-39; Lc
1, l7; Lc
3,16; Lc
12,49; At
2,3-4; 1Ts
5,19.
Nuvem e Luz: Ex
24,15-18; Ex
33,9-10; Ex
40,36-38; 1Cor
10, l -2; 1Rs
8,10 -12; Lc
l,35; Lc
9,34-35; Lc
21,27; At
l,9.
Selo: Jo
6,27; 2Cor
l,22; Ef
1,13; Ef
4,30.
Mão: Mc
6,5; Mc
8,23; Mc
10,16; Mc
16,18; At
5,12; At
14,3; At
8,17-19; At
3,3; At
19,6; Hb
6,2.
Dedo: Lc
11,20; Êx
31,18; 2Cor
3,3.
Pomba: somente em Mt
3,16 e pararelos, além da pomba do dilúvio,
que não é símbolo do Espírito
Santo.
O Espírito Santo, que Cristo, Cabeça,
derrama nos seus membros, constrói, anima
e santifica a Igreja, que é o sacramento
da comunhão da Santíssima Trindade
e dos homens. É pêlos Sacramentos da
Igreja que Cristo comunica aos membros de seu Corpo
o seu Espírito Santo e Santificador.
O Espírito Santo prepara os homens para
atraí-los a Cristo; manifesta-lhes o Senhor
Ressuscitado; lembra-lhes de sua Palavra; abre-lhes
o espírito à compreensão da
Morte e Ressurreição de Jesus; torna-lhes
presente o mistério de Cristo, na Eucaristia,
para reconciliá-los, colocá-los em
comunhão com Deus para que produzam muitos
frutos (Jo 15,5.8.16).
Essa ação do Espírito Santo
pode ser melhor compreendida nos seus Sete Dons,
que podemos entender bem nesta oração
que um frei franciscano escreveu em 1945 e que resumi:
"Ó Espírito Santo, concedei-me
o dom do Temor de Deus, para que eu sempre leve
a sério a presença da Santíssima
Trindade em minha vida e siga a vontade divina;
concedei-me o dom da Piedade, para que eu sinta
prazer na oração e no amor a todas
as pessoas; concedei-me o dom da Ciência,
para que eu conheça profundamente a mim mesmo
e saiba como evitar o pecado; concedei-me o dom
da Fortaleza, para que eu não tenha medo
de nada, a não ser de perder o Vosso Reino.
Que eu tenha forças para enfrentar o mal,
as perseguições, e tudo aquilo que
não puder evitar, e nunca vos renegue; concedei-me
o dom do Conselho, para que eu sempre escolha o
que mais vos agrada, e saiba também aconselhar
o próximo; concedei-me o dom do Entendimento
(da Inteligência), para que eu entenda bem
as mensagens da Sagrada Escritura e da doutrina
da Igreja; concedei-me o dom da Sabedoria, a fim
de que eu cada vez mais goste de seguir com alegria
o caminho que Jesus nos ensinou. Glória ao
Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era
no princípio, agora e sempre. Amém".
A revelação plena da Santíssima
Trindade é feita no dia de Pentecostes.
A partir desse dia, o Reino anunciado por Cristo
está aberto aos que crêem nele. Pela
vinda do Reino, o Espírito Santo faz o mundo
entrar nos "últimos tempos", o
tempo da Igreja, o Reino já recebido em herança,
mas ainda não consumado.
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