18.
A Eucaristia
É o sacramento pelo qual participamos, com
toda a comunidade, do próprio sacrifício
do Senhor na Cruz. Os demais sacramentos, assim
como todos os ministérios eclesiásticos
e tarefas apostólicas, ligam-se à
sagrada Eucaristia e a ela se ordenam, pois a santíssima
Eucaristia contém todo o bem espiritual da
Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa
Páscoa.
A Eucaristia significa e realiza a comunhão
de vida com Deus e a unidade do povo de Deus. Une
a ação, pela qual Deus santifica o
mundo em Cristo, e o culto que prestamos a Cristo,
no Espírito Santo, e por Cristo, ao Pai.
Pela Celebração Eucarística
já nos unimos à liturgia do céu
e antecipamos a vida eterna, quando Deus será
tudo em todos. A Eucaristia é o resumo de
nossa fé.
Os nomes que damos à Eucaristia:
1. Ação de Graças.
2. Ceia do Senhor: trata-se da
ceia que o Senhor fez com seus discípulos
na véspera de sua paixão, e da antecipação
das bodas do Cordeiro na Jerusalém Celeste.
3. Fração do Pão: porque esse rito, próprio da refeição
judaica, foi utilizado por Jesus quando abençoava
e distribuía o pão como presidente
da mesa, sobretudo por ocasião da Última
Ceia. Quer dizer que todos comem do único
pão partido, o Cristo, entram em comunhão
com ele e já não formam senão
um só corpo nele.
4. Assembleia Eucarística: porque a Eucaristia é celebrada na assembleia
dos fiéis, expressão visível
da Igreja.
5. Memorial da Paixão e da Ressurreição
do Senhor.
6. Santo Sacrifício: porque
atualiza o único sacrifício de Cristo
Salvador e inclui a oferenda da Igreja; ou também
o santo sacrifício da Missa, "sacrifício
de louvor", sacrifício espiritual, sacrifício
puro e santo, pois realiza e supera todos os sacrifícios
da Antiga Aliança.
7. Santa e divina Liturgia: porque
toda a liturgia da Igreja encontra o seu centro
e sua expressão mais densa na celebração
desse sacramento; também chamado, nesse sentido,
de Santos Mistérios. Também: Santíssimo
Sacramento, porque é o sacramento dos sacramentos.
Colocamos esse nome nas espécies eucarísticas
guardadas no tabernáculo.
8. Comunhão: porque é
por esse sacramento que nos unimos a Cristo, que
nos torna participantes do seu Corpo e do seu Sangue
para formarmos um só corpo. Também,
nesse sentido, chamado de "as coisas santas",
dando o primeiro sentido da "Comunhão
dos Santos" do Credo.
9. Santa Missa: porque a liturgia
na qual se realizou o mistério da salvação
termina com o envio dos fiéis (missio) para
que cumpram a vontade de Deus na sua vida cotidiana.
Encontram-se no centro da celebração
da Eucaristia o pão e o vinho, os quais,
pelas palavras de Cristo e pela invocação
do Espírito Santo, tornam-se o Corpo e o
Sangue de Cristo. Fiel à ordem do Senhor,
a Igreja continua fazendo, em sua memória,
até à sua volta gloriosa, o que ele
fez na véspera de sua paixão. Ao se
tornarem misteriosamente o Corpo e o Sangue de Cristo,
os sinais do pão e do vinho continuam a significar
também a bondade da criação.
Na Antiga Aliança o pão e o vinho
são oferecidos em sacrifício entre
as primícias (= primeiros frutos) da terra,
em sinal de reconhecimento ao Criador.
No êxodo eles recebem um novo significado:
os pães ázimos que Israel come cada
ano na Páscoa comemoram a pressa da partida
libertadora do Egito; a recordação
do maná do deserto há de lembrar sempre
a Israel que ele vive do pão da Palavra de
Deus. Jesus instituiu a sua Eucaristia dando um
sentido novo e definitivo à bênção
do Pão e do Cálice.
Outros símbolos da Eucaristia são
o milagre da multiplicação dos pães
e a água transformada em vinho em Cana. Acolher
na fé o dom da Eucaristia do Senhor é
acolher a ele mesmo.
Vejam melhor a instituição da Eucaristia
na própria Bíblia.
Leiam Lc 22,7-20; Mt 26,17-29; Mc 14,12-25; 1Cor
11,23-30; At 2,42-46.
Entre os primeiros cristãos, por exemplo,
era principalmente no domingo, o dia da Ressurreição
de Jesus, que os cristãos se reuniam "para
partir o pão" (At 20,7). Ela continua
sendo o centro da vida da Igreja.
O sacrifício de Cristo e o sacrifício
da Eucaristia são um único sacrifício.
"É uma só e mesma vítima,
é o mesmo que oferece agora pelo ministério
dos sacerdotes, que se ofereceu a si mesmo então
na cruz. Apenas a maneira de oferecer é diferente."
Na Eucaristia, o sacrifício de Cristo torna-se
também o sacrifício dos membros de
seu Corpo. A vida dos fiéis, seu louvor,
seu sofrimento, sua oração, seu trabalho
são unidos aos de Cristo e à sua oferenda
total, e adquirem assim um valor novo. O sacrifício
de Cristo presente no altar dá a todas as
gerações de cristãos a possibilidade
de estarem unidos à sua oferta.
No santíssimo sacramento da Eucaristia estão
contidos verdadeira, real e substancialmente o Corpo
e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de
nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o
Cristo todo.
A presença eucarística de Cristo
começa no momento da consagração
e dura também enquanto subsistirem as espécies
eucarísticas. Cristo está presente
inteiro em cada uma das partes delas, de maneira
que a fração do pão não
divide o Cristo.
Devido a esse tão grande mistério
da presença de Cristo é que devemos
fazer a genuflexão sempre que entramos e
saímos da igreja, onde há o sacrário
com a sagrada comunhão, e respeitarmos o
ambiente da igreja. Devemos comungar sempre que
participarmos da Santa Missa, se estivermos preparados.
O católico é obrigado a ir à
Missa todos os domingos, ou no sábado, quando
não der no domingo.
Quanto aos frutos da comunhão: Ela aumenta
a nossa união com Cristo, separa-nos do pecado,
preserva-nos dos pecados mortais futuros, promove
a união nossa enquanto Igreja, compromete-nos
com os pobres, promove a unidade dos cristãos.
Quanto às partes da Missa:
A. Ritos iniciais: A procissão
de entrada do padre e ministros, a saudação
inicial do padre, comentários iniciais, ato
penitenciai, glória, oração
inicial.
B. Liturgia da Palavra: Uma leitura
do Antigo Testamento, um salmo, uma leitura do Novo
Testamento (no Tempo Pascal ambas as leituras são
do Novo Testamento), a aclamação,
o Evangelho, a homilia do padre, o creio, a oração
da comunidade.
C. Liturgia eucarística: A
preparação das oferendas, a oração
sobre as oferendas, o prefácio, a oração
Eucarística.
D. Rito da Comunhão: O
Pai-nosso e orações complementares,
a comunhão, a Ação de Graças,
a oração após a comunhão.
E. Ritos finais: O canto final,
a bênção, a despedida do padre.
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