Depressão
na Adolescência
Não há dúvida que a depressão
atinge não só os adultos, mas crianças
e adolescentes. A depressão gera sintomas
que acabam por comprometer a vida social, profissional
e interpessoal do indivíduo. É importante
estudar a depressão na adolescência
para "previnir" transtornos e até
mesmo um eventual suicídio. Infelizmente
no Brasil existem poucas pesquisas que exploram
este tema.
Todos têm o conhecimento de quanto é
conturbada a fase da adolescência, e que possui
diversos transtornos afetivos. Há mudanças
biológicas (puberdade, aumento físico
do tamanho); deveres psicossociais (criar relações
íntimas com pessoas significativas, tomar
decisões importantes) e mudança no
meio (transição do meio).E justamente
por ser uma fase do desenvolvimento humano em que
grande número de mudanças ocorrem
em um período muito curto, supõe uma
certa preocupação em relação
ao desenvolvimento de problemas ligados à
saúde mental.
O conceito de família vem sofrendo grandes
mudanças nas últimas décadas,
acompanhando as tendências de desenvolvimento
nos âmbitos econômico, tecnológico,
político e cultural. A estrutura familiar
tem mudado muito: divórcio, mulheres que
se lançam no mercado de trabalho, casais
de segunda união... É certo que famílias
"intactas" tendem a favorecer maior estabilidade
e afeto para seus filhos do que famílias
reconstituídas ou divididas. Uma família
desestruturada pode gerar nos filhos desorganização,
distração, descontrole, desatenção...A
auto-estima varia conforme a funcionabilidade da
família! Lembremos porém que adolescentes
que vêm de famílias estruturadas podem
também sofrer de depressão, pois a
estrutura familiar diminui os riscos de depressão
na adolescência mas não os anula!
È preciso haver diálogo entre pais
e filhos, pois o "revelar-se" ao outro
facilita o relacionamento familiar e ajuda os "pais-educadores"
além de poder livrar os adolescentes de uma
possível depressão. Este esforço
precisa ser tanto dos filhos para com os pais como
dos pais para com os filhos, levando em conta que
muitos pais nem entre si conseguem dialogar, e os
pensamentos negativos são quase que inevitáveis.
Apesar de toda "modernização"
do mundo a grande parte dos pais educa os filhos
de forma autoritária e agressiva; talvez
este método até funcione por algum
tempo mas o que forma o adolescente como pessoa
e o livra de certos "traumas" em relação
à superiores é a "Liberdade-Responsável".
Quando há conscientização ao
invés de imposição colhe-se
muitos mais frutos. Dar limites é preciso;
dizer sim e dizer não, mas sem aprisionar,
sem superproteger o adolescente. Educar na "Liberdade-Responsável"
permite ao adolescente fazer escolhas com maior
maturidade. Mas nem todos os pais tem maturidade
para dialogar com seus filhos, e talvez, por isso
é que fogem do diálogo e preferem
adotar o autoritarismo e em casos extremados a agressão.
Seria muito mais sensato e formativo decidir em
conjunto, ou esclarecer os fatos para que os filhos
possam optar e enfrentar as diversas situações
e problemas encontrados no decorrer de sua vida.
È preciso despertar e respeitar a individualidade
dos filhos.
Suporte familiar é o conforto, o suporte
emocional (família e outros), o auxílio
natural ou assistência da família e
dos amigos, expressões de afeto, valorização
de atitudes, conselhos fornecidos, expressão
de sentimentos, a dimensão carinho versus
rejeição, superproteção
e controle versus permissão para independência
e autonomia. Os que não possuem suporte familiar
estão predispostos à depressão
quando passam por uma situação estressante.
A depressão pode também surgir com
a insatisfação do indivíduo
com o suporte fornecido pelo seu grupo social.
Os bons relacionamentos com pais e amigos previnem
a depressão, pois propiciam sentimentos de
bem-estar no adolescente. Já os relacionamentos
pobres na infância e adolescência (
pouco afeto provindo dos pais, estimulação,
comunicação...) contribuem para aumentar
a probabilidade de uma depressão. Quanto
maior os problemas vividos na infância, maior
a depressão e consequentemente o há
maior probabilidade de uso de drogas. O suporte
familiar é importante pois influencia diretamente
na forma como o indivíduo se auto-avalia
e como avalia as informações provindas
do meio exterior.
A família deve ajudar o adolescente neste
período em que vive tantos conflitos e dúvidas,
porém quando o adolescente não encontra
alívio para suas "questões interiores"
ficam suscetíveis à depressão.
Além da oração precisamos de
pessoas que desenvolvam trabalhos sobre este tema
para que cada vez mais nos conscientizemos e busquemos
a Deus que é o Regulador de todas as famílias.
Todo adolescente, toda pessoa humana, que recebe
amor dos pais, amigos e deixa-se amar por Deus,
livra-se da depressão. O amor é a
chave para este problema. Uma família onde
existe diálogo vive-se o amor, vive-se a
felicidade!!! "Dá a graça Senhor,
Dá a graça do Amor em nossas famílias
que elas vivam seguindo o exemplo da Tua família
de Nazaré!!!"
Seminarista Diego Fernandes
Fonte: cancaonova.com
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