Santo
Natal
Dia de festa e alegria. S. Leão Magno dá
o motivo: “não é lícito
entristecer-se, quando se comemora o nascimento da
vida”. E isto é o Santo Natal: nascimento
da vida, pois, Jesus Cristo, o Menino que nos é
dado no Natal, é a Vida.
Não podemos imaginar,
na ordem dos seres, perfeição maior
do que a vida. Distribuídas em vários
graus, em todos eles, envolve uma autonomia de movimentos,
que lhes dá uma participação
do Senhorio próprio de Deus. Este senhorio,
Jesus tem-no na plenitude. O Santo Natal é,
portanto, por excelência dia de festa, de alegria.
Isaias, o Evangelista do
Velho Testamento, destaca os títulos daquele
“menino que nos foi dado” que fundamento
o singular ambiente festivo, irradiado pelo Santo
Natal.
A condição
de crença — puer natus est nobis diz
Isaias — um menino nos foi dado — envolve
Santo Natal na suavidade, simplicidade e inocência
próprias das crianças. E ao mesmo tempo
acentua bondade do Senhor, que assim afasta qualquer
tropeço que pudesse dificultar nossa intimidade
com Ele. A crença se dá espontaneamente
e sem reservas.
No entanto, esse menino é
soberano, por direito próprio, tem um império
baseado na prudência e na sabedoria, estruturado
no direito e na justiça, que faz do menino
o príncipe da Paz e o Pai dos séculos
eternos.
Numa palavra, o Natal nos
dá o Emanuel, isto é, Deus conosco.
Esta a grande realidade do
Natal. Mutilam-no pois, os que desconhecem a natureza
divina de Jesus Cristo, que faz dele verdadeiro Deus,
como sua natureza humana o faz verdadeiro homem. Mutilam-no
e se tornam incapazes de participar da plenitude da
paz e amor que o presépio irradia.
Infelizmente, aumentam sempre
o número dos infileiram atrás do poeta,
que desejava arrancar Natal de todas as folhinhas.
+(a) Dom Antonio
de Castro Mayer
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