O
Natal e a Paz
Anunciando, em visão profética, o natal
do Menino que nos seria dado para nossa salvação
Isaias no-lo descreve com os nomes que, segundo o
costume bíblico, indicam suas propriedades
e missão. Diz Isaias que o Menino será
o admirável conselheiro, deus, Forte, Pai do
futuro século, Príncipe da Paz. S. Bernardo
designa na vida do Salvador, as frases que justificam
esse nome. “Admirável diz o Doutor Melífluo,
no nascimento, Conselheiro, na pregação,
Forte, na Paixão. Pai no futuro século,
na Ressurreição Príncipe da Paz
na bem-aventurança eterna.
São essa prerrogativas
do Divino infanto que nos causam a paz da alma, de
maneira que Jesus é realmente a nossa paz,
e seu Natal dia em que nos alegramos por essa bem-aventurada
paz. Eis que, S. Gregório Magno nos adverte:
“o Natal do Senhor é o Natal da Paz”.
A paz, porém, se condiciona
à nossa boa vontade. Assim disseram os anjos
aos corações simples e retos dos pastores
na encantadora noite de Natal no ano um de nossa era:
“... paz na terra aos homens de boa vontade”.
A boa vontade e a vontade voltada para o bem. Importam
duas coisas: o reconhecimento de que o bem nosso á
superior, e que se obtém com humildade que
aceita, com alegria, a superioridade da Verdade revelada
por Nosso Senhor Jesus. E em segundo lugar, como corolário
desse reconhecimento, na ordem prática uma
vida ordenada com essa Revelação.
Na base do distanciamento
entre os homens e as nações, que "é
o oposto da paz, está a falta de docilidade
à Verdade e as máximas de procedimento,
trazidas a terra por Jesus Cristo, que continua sua
obra por sua Igreja, a Católica Apostólica
Romana, sob o Magistério e governo do Papa
sucessor de S. Pedro".
Por isso, caminham fora da
vida reta quantos contentam com uma prensa boa vontade,
que julgam subjacente em todas as crenças.
Com elas se contentam, pois que assim vivem não
a religião verdadeira, mas a religião
de seu agrado. Mais ainda: nela tentam fundamentarem
um trabalho comum de união religiosa.
Sem Julgar as intenções
esse é o melhor caminho para se chegar ao ateísmo.
Quem o disse é Pio XI na encíclica “Mortalium
animos” de janeiro de 1928.
Como se vê a
falência do ecumenismo conciliar não
é de hoje.
+(a) Dom Antonio
de Castro Mayer |