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Tempo Comum: O culto dos Santos

O culto dos mártires foi o primeiro a surgir ao lado da celebração da Páscoa.O fato é mais do que significativo: este culto não é senão um aspecto do mistério pascal.Se os mártires,com seus sofrimentos,testemunharam Cristo,com maior razão é Cristo que neles testemunhou o Pai.Do culto tributado pela Igreja aos mártires,passou-se logo para o culto daqueles que haviam confessado sua fé publicamente,sofrendo torturas,prisões e exílio.Tertuliano os chama de "martyres designati".A partir dos mártires e dos confessores em sentido estrito da fé,houve um ulterior alargamento na consideração dos santos com seu relativo culto, ao entrar a idéia do martírio espiritual;São Cipriano afirma que existiram cristãos que "não chegaram ao martírio simplesmente porque faltou a ocasião do martírio".O número dos santos alargou-se ainda mais quando foram levadas em consideração as grandes figuras de bispos que ilustravam de forma eminente a fé cristã,com sua doutrina e seu exemplo de vida ( por exemplo:Santo Atanásio, bispo de Alexandria).A outra categoria,fundada na instituição do martírio espiritual, abraça os ascetas,as virgens,os monges,até chegar a todo fiel que tenha dado testemunho heróico de vida cristã em qualquer situação.A fisionomia completa do ano litúrgico,aparece nos seguintes pontos fundamentais:

Celebração essencial e primária,celebração memorial, mas real do Mistério Pascal de Cristo: é o objetivo do Próprio do Tempo e de toda Missa.

Celebração,através do Santoral,do mesmo mistério de Cristo,visto em seus frutos,realizado em seus membros que mais se configuraram ao Cristo morto e ressuscitado.

Celebração do mesmo mistério salvífico,enquanto Cristo ainda hoje associa à obra também o amor,a intercessão e o exemplo dos seus santos e, sobretudo da sua Mãe Santíssima.

Os critérios adotados para a revisão do Santoral,na reforma decretada pelo Vaticano II, foram os da verdade histórica de cada um dos santos;da celebração da sua memória no aniversário de morte ou no dia da transladação das suas relíquias e a universalização do calendário.

Padre Gian Luigi Morgano