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Solenidade do Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

(Último domingo do Tempo Comum)

Esta festa foi instituída pelo papa Pio XI, com a encíclica Quas primas de 11 de dezembro de 1925.Na intenção do papa e na mentalidade da época que surgiu, a festa revestia-se de um caráter fundamentalmente político e social.

A reforma litúrgica mudou a data do último domingo de outubro para o último domingo do Tempo Comum.Desse modo,deu à celebração um significado diferente,sublinhando a dimensão escatológica do reino na sua consumação final. Assim ,Cristo aparece como centro e Senhor da história, desde o início até o seu momento final,"o Alfa e Ômega,o Primeiro e o Último , o Começo e o Fim" (Ap 22,12-13).

Os textos da liturgia da palavra, como sempre, são essenciais para a compreensão desta celebração.Neste ano C, Cristo é apresentado como Senhor da paz e da unidade.Davi, ungido rei de Israel (Primeira leitura,Segundo livro de Samuel 5,1-3) , é figura de Cristo, que da cruz reinará para reunir os filhos de Deus dispersos(cf Jo 11,52).O Evangelho é o texto de Lucas (23,35-43),no qual o ladrão arrependido pede a Jesus crucificado que se lembre dele quando tiver entrado em seu reino.A resposta é positiva:"Hoje mesmo você estará comigo no paraíso". Jesus não é apenas o justo, mas também Rei e Salvador, que introduz em seu reino qualquer um que confie nele.De fato,aprouve a Deus fazer habitar em Cristo, toda a plenitude e, por meio dele, reconciliar consigo todas as coisas,pacificando com o sangue da cruz, isto é,por meio dele, as coisas que estão na terra e aquelas que estão nos céus.Assim, o Pai nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o reino de seu Filho amado (Segunda leitura, Colossenses 1,12-20).

À luz da mensagem bíblica, serão lidos os textos eucologícos,nos quais afirma-se que o Pai quis renovar todas as coisas em Cristo, seu Filho, Rei do Universo, para que toda criatura, liberta da escravidão do pecado, possa servi-lo e louvá-lo (oração do dia).De fato,Cristo,sacrificando-se a si mesmo como vítima imaculada da paz, no alta da cruz, realizou o mistério da redenção humana,e, submetidas todas as coisas ao seu poder, ofereceu ao Pai o reino eterno e universal: reino de verdade e vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz (prefácio).

Ricas em conteúdo e inspiradas nos textos da liturgia da palavra são as três orações do dia do Missal Romano.

Destes textos, emerge uma teologia bíblica da realeza de Cristo para um anúncio rico e cheio de esperança par a vida das comunidades cristãs.

 

Padre Gian Luigi Morgano