A
Comunidade e a caminhada pascal
A ressurreição
de Cristo foi princípio de renovação,
de vida nova, para todos os homens e as coisas: uma
primavera espiritual. Os cinqüenta dias do Tempo
pascal ( da Páscoa a Pentecostes) são
marcados pela alegria profunda dos nossos corações,
que é fé na ressurreição
do Salvador e fidelidade renovada ao nosso batismo,
no qual somos co-ressuscitados com Cristo; o canto
do Aleluia, que ressoa repetidamente na liturgia,
manifesta o júbilo deste período. Jesus
ressuscitado e vivo continua presente no meio dos
seus: durante cinqüenta dias o círio pascal,
aceso na noite de Páscoa, é símbolo
e testemunho desta presença e manifestação
do Senhor ressuscitado na sua Igreja.
No segundo domingo da Páscoa
a aparição do Senhor no meio dos seus
consagra o ritmo dominical da sua presença
no meio da assembléia festiva dos fiéis:
o domingo, festa primordial, dia do Senhor ressuscitado
se torna sinal semanal da Páscoa.
No terceiro domingo reconhecemos
o Senhor na fração do pão: Ele
está presente no meio de nós através
dos sinais sacramentais.
No quarto domingo o bom Pastor
nos manifesta o mistério da presença
de Cristo nos pastores da sua Igreja.
No quinto domingo a caridade
fraterna é vista como manifestação
de Jesus ressuscitado; através do amor que
une os membros da Igreja, os homens reconhecerão
o amor com que Cristo os ama.
No sexto domingo Jesus promete
o seu Espírito como princípio da vida
pascal da Igreja e de todo cristão ; a ação
do Espírito de verdade constrói interiormente
o templo espiritual.
No dia da Ascensão
(sétimo domingo), Jesus, antes de subir ao
Pai, envia ao mundo suas testemunhas; elas e todo
o povo profético manifestarão Jesus
Cristo Salvador.
Em Pentecostes: o Espírito
Santo realiza a plenitude da Páscoa de Cristo
por meio da Igreja. Impelidos pela força de
Jesus ressuscitado e pela fé, os Apóstolos
partem para sua missão no mundo.
Celebrar a Eucaristia
neste período de Páscoa significa particularmente:
reconhecer todas as manifestações de
Jesus ressuscitado na sua Igreja; tornar-nos instrumento
destas manifestações, como membros do
povo sacerdotal: dar graças ao Pai pela presença
contínua de Jesus ressuscitado entre nós.
Padre Gian Luigi
Morgano
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