O
Valor da Santa Missa cotidiana
O auxílio mais precioso
que podemos dar às almas é, sem dúvida,
a Santa Missa, mas à medida que os mortos a
estimaram quando vivos. Também nisto se colhe
o que se semeou. Isto vale não só para
as Missas de preceito (domingos e feriados), mas também
para as dos dias da semana. É verdade que nem
todos podem assistir à Missa nos dias de trabalho;
cada um tem suas ocupações profissionais,
as próprias obrigações; há
o dever antes de tudo.
Porém, há pessoas
que poderiam ir à Missa sem faltar ao seu dever:
os aposentados, por exemplo, que têm boa saúde
e moram perto da Igreja que, no entanto, dizem: "Sou
obrigado a ir somente aos domingos, portanto, não
vou".
Os que pensam e agem assim
podem ter que esperar longamente depois da morte até
que uma Missa lhes seja destinada, porque durante
a vida não lhe deram importância.
Se não podemos ir,
mandemos as crianças na idade escolar. Em muitos
lugares não há mais crianças
nas Missas celebradas na semana. Se soubéssemos
qual é o valor de uma só Missa para
a eternidade, as igrejas estariam lotadas mesmo durante
a semana. Na hora da morte as Missas às quais
tenhamos assistido com devoção durante
nossa vida, serão nosso maior tesouro. Elas
terão para nós maior valor do que as
Missas celebradas por nós, após nossa
morte.
Parentes e educadores se
queixam de que as crianças, em nossos dias,
são indolentes e desobedientes. Isto não
acontece por acaso: antes, as crianças iam
à Missa todos os dias. A oração
e a comunhão davam-lhes a força de serem
obedientes e fiéis aos seus deveres.
Nenhum pai, nenhuma
mãe ou catequista pode plantar no coração
da criança aquilo que Nosso Senhor lhe dá
em graças durante a Missa e Comunhão.
|