Liturgia
da Santa Missa
As partes principais da santa
Missa são: Ofertório, Consagração
e Comunhão. Ao lado destas partes ainda há
muitas outras orações e cerimônias.
O conjunto de todas estas orações e
cerimônias constitui a liturgia ou rito da santa
Missa. As cerimônias e orações
do santo sacrifício da Missa vêm de tempos
antiquíssimos e muitas delas, dos Apóstolos,
e o seu sentido sublime e misterioso deve encher de
devoção e respeito os nossos corações.
As mais importantes são as seguintes:
Do começo até
o Ofertório
(Ante-Missa)
I. - O sacerdote, chegando
ao altar, desdobra um pano ( o corporal) e coloca
o cálice sobre o mesmo. Seguem-se as orações
ao pé do altar, que o sacerdote reza, alternando
com os coroinhas que representam o povo. Estas orações
constam:
a) do Salmo 42, no qual se
exprime o desejo da celebração do santo
Sacrifício e a confiança no auxílio
divino;
b) da confissão geral
(Confiteor), que o sacerdote e o povo fazem para se
purificarem dos pecados veniais que podem impedir
o chegar com confiança e regozijo ao santo
altar;
c) de orações
que imploram a misericórdia divina.
II. - Feitas as orações
ao pé do altar, o sacerdote sobe ao altar e
beija-o em sinal de respeito. Dirige-se, depois, ao
lado direito, onde reza o Introito, que geralmente
contém trechos da Sagrada Escritura e refere-se
à festa do dia.
III. - Depois o sacerdote
volta ao meio do altar e reza, alternando com o coroinha
o Kyrie eleison (Senhor, tende piedade de nós).
São nove súplicas de piedade, sendo
três dirigidas ao Pai, três ao Filho e
três ao Espírito Santo. Ao Kyrie, segue-se
ordinariamente o Glória ou canto dos anjos:
Glória a Deus nas alturas.
IV. - Depois do Glória
(ou depois do Kyrie, quando não há Glória),
o sacerdote volta-se para o povo dizendo: "Dominus
vobiscum" (O Senhor seja convosco). Desejando
a mesma benção ao sacerdote, o povo,
ou , o coroinha em nome do povo responde: "Et
cum spiritu tuo" (E com vosso espírito).
Esta piedosa saudação repete-se várias
vezes na Santa Missa, entre o sacerdote e o povo,
como que para se animarem mutuamente a perseverar
no fervor. Depois o celebrante vai ao lado direito
do altar e reza, em nome de todos os presentes, uma
ou várias orações para as intenções
gerais.
V. - Segue-se a leitura da
Epístola (carta) tirada da Sagrada Escritura;
geralmente é um trecho de uma epístola
dos Apóstolos.
À Epístola,
segue-se o Gradual, ordinariamente tirado dos Salmos.
Em determinadas Missas, à Epístola segue-se
a Seqüência. Depois do Gradual ou da Seqüência,
o celebrante dirige-se ao outro lado do altar e inicia
a leitura do Evangelho. Este consta de um trecho de
um dos quatro Evangelhos. O sacerdote, para ler o
Evangelho, dirige-se ao outro lado do altar, para
significar que o Evangelho (doutrina de Jesus), rejeitado
pelos judeus, passou para os pagãos. Durante
o Evangelho, os fiéis ficam de pé, para
dar a entender que estão prontos a obedecer
à voz de Jesus Cristo, que nos fala no Evangelho,
e para mostrar respeito pelas verdades nele contidas.
VI. - Todos os domingos do
ano, como também nas festas de Nosso Senhor
Jesus Cristo, da Santíssima Virgem, dos Apóstolos
e Doutores da Igreja, diz-se, depois do Evangelho,
o Credo.
Assim termina a Ante-Missa
ou Missa dos catecúmenos, assim chamada porque,
nos primeiros tempos do Cristianismo, os catecúmenos
e penitentes públicos eram despedidos pelo
diácono depois do Evangelho.
Primeira parte principal:
o Ofertório
I. - O sacerdote toma pão
e vinho e os oferece ao Altíssimo. Por meio
desta oferta, o pão e o vinho são antecipadamente
santificados, para depois serem transformados no preciosíssimo
Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, em que
consiste essencialmente o santo sacrifício.
II. - A seguir o sacerdote
lava as mãos - Lavabo - em sinal de que a alma
deve estar purificada de todo pecado, e até
das menores faltas para oferecer o santo Sacrifício.
Depois, o sacerdote volta para os assistentes e os
exorta a se unirem com ele na oração,
dizendo: Orate frates! (Orai, irmãos!) Pede
a Deus que aceite benignamente o sacrifício
oferecido no que concerne a ele e aos assistentes.
É com a mesma intenção que ele
continua a rezar, em voz baixa, as Secretas, uma,
duas ou três, conforme o número de orações
rezadas.
Segunda parte principal:
a Consagração
I. - Esta parte é
preparada pelo Prefácio, solene oração
de louvor e agradecimento. Como introdução,
o sacerdote diz: "Sursum corda!" (Elevai
os corações!) Por fim, une-se aos coros
dos Anjos, dizendo: Santo, Santo, Santo, etc.
II. - As orações,
depois do Sanctus, são ditas em voz baixa,
daí o nome de Missa Secreta. Dá-se o
nome de Cánon à parte da santa Missa
que vai do Sanctus até o Pater Noster porque
estas orações não variam. Nas
orações que precedem à consagração,
reza-se de um modo especial pela Santa Igreja, pelo
Papa, pelos Bispos, e por todos os fiéis, principalmente
por todos os presentes e por aqueles pelos quais o
sacerdote oferece a Santa Missa ou que ele quer recomendar
a Deus de um modo especial. Depois que o sacerdote
pede por toda a Igreja militante, ele faz a comemoração
dos Santos para que Deus, em atenção
a seus méritos e sua intercessão, nos
proteja sempre com o auxílio de sua graça.
III. - Um sinal da campainha
anuncia que se aproxima o momento mais santo da Missa.
O celebrante toma o pão em suas mãos
e diz sobre o mesmo as palavras prodigiosas da Consagração,
pelas quais o pão se transforma no preciosíssimo
Corpo de Jesus Cristo. Então o sacerdote faz
uma genuflexão e adora a santa Hóstia;
logo depois mostra-a ao povo, para que também
adore a seu Deus e Salvador presente no altar. - O
mesmo sucede com o cálice, depois que o vinho
foi transformado no preciosíssimo Sangue de
Jesus Cristo.
IV. - Depois da Consagração,
o sacerdote pede, novamente, a Deus afim de que aceite
benignamente este sacrifício para a salvação
do povo; reza, então, pelos defuntos e lembra-se
de novo dos Santos, pedindo admissão à
comunhão dos mesmos.
Terceira parte principal:
a Comunhão
I. - Como introdução
a esta parte, o sacerdote reza em voz alta o Pater
Noster que é o resumo de todas as petições.
II. - O sacerdote parte a
sagrada Hóstia, como também Jesus fez
na última ceia quando partiu o pão.
III. - Em seguida, o sacerdote
diz, três vezes, o Agnus Dei... (Cordeiro de
Deus...), ao qual se seguem as orações
preparatórias para a santa comunhão,
as quais finalizam com o Domine, non sum dignus (3
vezes).
IV. - O celebrante comunga,
recebendo, primeiramente, a sagrada Hóstia,
e, depois, o preciosíssimo Sangue de Jesus.
Enquanto isso, os fiéis devem fazer uma Comunhão
espiritual, caso não comungarem realmente.
V. - Depois da santa Comunhão,
seguem-se: a Ação de graças,
a bênção do sacerdote (esta é
omitida nas Missas para defuntos), e, por fim, geralmente,
a narração do início do Evangelho
de S. João, que nos anuncia a Incarnação
do Filho de Deus.
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