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Litúrgicos na Santa Missa
Matéria
do Sacramento da Eucaristia
Pela instituição
de Cristo, a matéria da Eucaristia é
o pão de trigo e o vinho de uva. Qualquer outra
matéria acarretaria a nulidade da Consagração
e, conseqüentemente, tornaria nula a própria
Missa. O mesmo se deve dizer de toda e qualquer mistura
que alterasse substancialmente o pão e o vinho.
É de preceito
que se adicionem algumas gotas de água ao vinho
no momento em que este é posto no cálice.
A omissão desta mistura não compromete
a validade do Sacramento. Trata-se, porém,
de preceito grave, pois a água adicionada ao
vinho representa simbolismo importante.
Tanto se pode empregar pão
fermentado como pão asmo. Na Igreja latina
emprega-se pão asmo. No oriente, uns ritos
usam este pão, outros o pão fermentado.
Cada celebrante deve obedecer à prescrição
de seu rito, e isto obriga sob grave.
Altar e pedra d'ara
O altar pode ser de pedra
ou de madeira, mas deve ser fixo. A pedra d'ara é
uma pedra de mármore sagrada pelo bispo e contém
relíquias de mártires às quais
alude a oração que o celebrante recita
ao subir ao altar: quorum reliquiae hic sunt. É
colocada no centro do altar, sobre o plano, e sobre
ela se apoia o cálice durante a celebração.
Objetos e utensílios
necessários
I) Cruz - Deve ostentar-se
ao centro, bem visível, um crucifixo e não
uma simples cruz sem a escultura do Crucificado.
II) Três toalhas de
linho abertas sobre a mesa do altar.
III) Cálice de ouro
ou de prata, nunca de vidro ou de madeira. A copa,
pelo menos deve ser dourada.
IV)Patena, da mesma matéria
que o cálice.
V) Seis castiçais,
sustentando velas de cera. Estas não devem
nunca ser substituídas por lâmpadas elétricas.
VI) Um missal e um estante
para colocá-lo. Na falta de estante, pode-se
usar uma almofada ou travesseiro.
VII) Três quadros,
denominados sacras: contém orações,
o salmo do lavabo e o evangelho do fim; dispensam
a consulta do missal.
Paramentos
I) Véu do cálice,
da cor dos paramentos.
II) Bolsa, como o véu.
III) Corporal, para ser
estendido sobre a pedra d'ara; deve ser de linho.
IV) Sanguinho ou purificador,
também de linho, para enxugar o cálice.
V) Pala, para cobrir o cálice.
VI) Cíngulo - é
o cordão que serve para ajustar a alva ao corpo.
VII) Amicto, de linho branco;
serve para cobrir os ombros.
VIII) Alva; como o nome
indica, é também branca, deve ser de
linho.
IX) Paramentos cuja cor
varia com o rito do dia:
Casula, Estola, Manípulo
Quanto à cor, os
paramentos podem ser:
Branco, exprime alegria
e pureza;
Vermelho, simboliza amor;
Verde, significa esperança;
Roxo, lembra penitência;
Preto, significa tristeza.
O paramento branco serve
nas festas de Nosso Senhor, de Nossa Senhora e nas
de alguns santos; o vermelho, nas festas do Divino
Espírito Santo e dos Mártires; o roxo,
na Quaresma, no Advento, nas Vigílias, nas
Rogações e nas Quatro Têmporas;
o preto, na Sexta-feira Santa e nas missas de defunto;
o verde, nos Domingos depois da Epifania e depois
de Pentecostes ou nos dias de semana quando não
incide festa de santos.
O uso das vestes sagradas,
além do simbolismo ligado a cada peça
dos paramentos, tem um significado de ordem social.
Revestido dos paramentos, o sacerdote não é
um simples membro da sociedade; é o funcionário
sagrado, exercendo função pública.
É o que acontece com o magistrado civil; envergando
a toga, o juiz deixa de ser um particular, e os seus
atos passam a ser da sociedade que o constitui juiz.
Assim também, os atos do sacerdote paramentado
não são propriamente dele; são
da Igreja. Portanto, é preciso distinguir entre
função privada e função
pública; o ato do sacerdote que vende uma propriedade
e o ato do sacerdote que celebra missa. Os paramentos
é que mostram ao público a separação
das duas individualidades.
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