SEMANA
SANTA
A Semana santa, que inclui
o Tríduo Pascal, visa recordar a Paixão
e a Ressurreição de Cristo, desde a
sua entrada messiânica em Jerusalém.
Domingo de Ramos na Paixão
do Senhor
No Domingo de Ramos, da
Paixão do Senhor, a Igreja entra no mistério
do seu Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado,
o qual, ao entrar em Jerusalém, prenunciou
a sua majestade. Os cristãos levam ramos em
sinal do régio triunfo que, sucumbindo na cruz,
Cristo alcançou. De acordo com a palavra do
Apóstolo: Se com Ele padecemos, com Ele também
seremos glorificados (Rm 8,17).
Tríduo Pascal
Cristo operou a redenção
do homem e a perfeita glorificação de
Deus principalmente por meio do seu mistério
pascal, com o qual, morrendo, destruiu a nossa morte
e, ressuscitando, restaurou a nossa vida. Por esse
motivo, o sagrado Tríduo Pascal da Paixão
e Ressureição do Senhor se nos apresenta
como o ponto culminante de todo ano litúrgico.
Aquela preeminência que tem na semana o dia
do Senhor ou Domingo, tem-na no ano litúrgico
a solenidade da Páscoa.
O Tríduo pascal não
é preparação do Domingo da Ressurreição,
mas é, segundo as palavras de Sto. Agostinho,
o sacratíssimo Tríduo do Crucificado,
Sepultado e Ressuscitado.
O Tríduo Pascal da
Paixão e Ressureição do Senhor
começa com a Missavespertina da Ceia do Senhor,
possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se
com as Vésperas do Domingo da Ressurreição.
Missa da Ceia do Senhor
Nessa Missa, que se celebra
na tarde de 5ª-feira Santa, a Igreja dá
inicio ao sagrado Tríduo pascal e propões-se
a comemorar aquela última Ceia na qual o Senhor
Jesus, tendo amado até o fim os seus que estavam
no mundo, ofereceu a Deus Pai o seu Corpo e Sangue
sob as espécies do pão e do vinho, e
os entregou aos Apóstolos para que os tomassem,
e lhes mandou, a eles e aos seus sucessores no sacerdócio,
que tambémos oferecessem. Nesta Missa, faz-se,
portanto, memória: da instituição
da Eucaristia, memorial da Páscoa do Senhor,
na qual se perpetua no meio de nós, através
dos sinais sacramentais, o sacrifício da nova
lei; da instituição do sacerdócio,
pelo qual se perpetua no mundo a missão e o
sacrifício de Cristo; e também da caridade
com que o Senhor nos amou até a morte.
Celebração
da Paixão do Senhor
Nesse dia "em que Cristo,
nossa Páscoa foi imolado" (1Cor 5,7),
torna-se clara realidade o que desde a muito havia
sido pronunciado em figura e mistério: a ovelha
verdadeira substitui a ovelha figurativa, e mediante
um único sacrifício realiza-se plenamente
o que a variedade das abtigas vítimas significava.
Com efeito, "a obra
da Redenção dos homens e da perfeita
glorificação de Deus, prefigurada pelas
suas obras grandiosas no povo da Antiga Aliança,
realizou-a Cristo Senhor, principalmente pelo mistério
pascal da sua bem-aventurada Paixão, Ressureição
de entre os mortos e gloriosa Ascensão, mistério
pelo qual, morrendo, destruiu a nossa morte e, ressuscitando,
restaurou a nossa vida. Foi do lado de Cristo adormecido
na Cruz que nasceu o admirável sacramento de
toda a Igreja"
Ao contemplar Cristo, seu
Senhor e Esposo, a Igreja comemora o seu próprio
nascimento e a sua missão de estender a todos
os povos os salutares efeitos da Paixão de
Cristo, efeitos que hoje celebra em ação
de graças por dom tão inefável.
Vigília Pascal
Segundo antiquíssima
tradição, esta noite deve ser comemorada
em honra do Senhor (cf. Ex 12,42), e a Vigília
que nela se celebra, em memória da noite santa
em que Cristo ressuscitou, deve ser considerada a
mãe de todas as santas Vigílias (Sto.
Agostinho). Pois nela, a Igreja se mantém de
vigia à espera da Ressurreição
do Senhor, e celebra-se com os sacramentos da Iniciação
cristã.
* Pastoral da Crisma
* Paróquia Imacula Conceição
- Vila Rezende - Piracicaba - SP - Brasil
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