Origem da Solenidade e da procissão
do Corpus Christi.
No ano de 1208 a beata Giuliana de Liege teve uma estranha
visão. No céu estrelado, aparecia uma lua
fortemente iluminada, mas que tinha uma parte escura. Esta
visão trouxe grande medo a esta mulher de fé.
A sua atitude era de continuamente perguntar ao Senhor uma
explicação. Depois de dois anos o segredo
foi revelado: a lua fortemente iluminada era a Igreja; a
área escura significava que faltava uma festa no
calendário litúrgico: a do Santíssimo
Corpo e Sangue de Cristo, Corpus Christi.
No dia 5 de junho de 1249, Quinta-feira depois da Festa
da Santíssima Trindade, na diocese de Liege na Bélgica,
é celebrada pela primeira vez uma festa em louvor
ao Santíssimo Sacramento.
No ano de 1263 em Bolsena um sacerdote celebrando a santa
missa, foi atormentando pela dúvida da Presença
real de Jesus na Eucaristia. No momento da fração
da hóstia, viu em suas mãos um pedacinho de
carne, de onde caia gotas de sangue no corporal.
O sacerdote recolheu a hóstia milagrosa no cálice,
o corporal com o sangue e levou tudo para a sacristia. Em
pouco tempo, tal acontecimento chegou ao conhecimento do
papa Urbano IV, que estava em Orvieto, uma cidade vizinha.
O papa envia uma equipe de eminentes teólogos, dizem
entre os quais Santo Tomás de Aquino e São
Boaventura. Constatada a veracidade do milagre, o corporal
manchado com o sangue de Cristo é levado em procissão
à presença do papa.
Urbano IV conhecia o pedido do Senhor transmitido à
beata Giuliana de Liege, sente neste milagre eucarístico
um sinal do céu para instituir a Solenidade do Santíssimo
Corpo e Sangue de Cristo para toda a Igreja. Em 1264 toma
esta decisão, com a finalidade de ajudar os católicos
manter acesa a certeza da presença real de Jesus
na Eucaristia.