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Missa parte por parte
ESPECIAL
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A MISSA COMENTADA PARTE POR
PARTE.
SUGESTÃO: Sugerimos aos nossos amigos catequistas
que realizem uma Missa comentada parte por parte com seus jovens.
Como se dá essa Missa? Convida-se um Sacerdote para ministra-la.
O celebrante então explica aos jovens cada parte da missa,
como no texto abaixo, o que significa cada parte da Santa Missa.
Para a Missa não se tornar muito extensa omite-se uma Leitura
e o Salmo, o celebrante apenas explica essas partes. Enfim o próprio
Sacerdote sabe quais são as partes que podem ser apenas
explicadas e assim o faz. Quando realizamos essa Missa com os
jovens, a comunhão é feita nas DUAS ESPÉCIES
(pão e vinho). O resultado é surpreendente, vale
a pena realizar essa Missa.
RITOS
INICIAIS
Entrada do Celebrante
Vai começar a Celebração. É o nosso encontro com Deus, marcado
pelo próprio Cristo. Jesus é o orante máximo que assume a Liturgia
oficial da Igreja e consigo a oferece ao Pai. Ele é a cabeça e
nós os membros desse corpo. Por isso nos incorporamos a Ele pra
que nossa vida tenha sentido e nossa oração seja eficaz. Durante
o canto de entrada, o padre acompanhado dos ministros, dirige-se
ao altar. O celebrante faz uma inclinação e depois beija o altar.
O beijo tem um endereço: não é propriamente para o mármore ou
a madeira do altar, mas para o Cristo, que é o centro de nossa
piedade.
Saudação
O padre dirige-se aos fiéis fazendo o sinal da cruz. Essa expressão
"EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO", tem um sentido
bíblico. Nome em sentido bÍblico quer dizer a própria pessoa.
Isto é iniciamos a Missa colocando a nossa vida e toda a nossa
ação nas mãos da Santíssima Trindade.
O sinal da cruz, significa que estamos na presença do Senhor
e que compartilhamos de Sua autoridade e de Seu poder.
Ato penitencial
O Ato Penitencial é um convite para cada um olhar dentro
de si mesmo diante do olhar de Deus, reconhecer e confessar os
seus pecados, o arrependimento deve ser sincero. É um pedido
de perdão que parte do coração com um sentido
de mudança de vida e reconciliação com Deus
e os irmãos.
E quando recitamos o Rito Penitencial, ficamos inteiramente receptivos
à sua graça curativa: o Senhor nos perdoa, nos abrimos
em perdão e estendemos a mão para perdoar a nós
mesmos e aos outros.
Ao perdoar e receber o perdão
divino, ficamos impregnados de misericórdia: somos como
uma esponja seca que no mar da misericórdia começa
a se embeber da graça e do amor que estão à
nossa espera. É quando os fiéis em uníssono
dizem: Senhor, tende piedade de nós!
Hino de louvor
O Glória é um hino de louvor à Trindade:
Pai, Filho e Espírito Santo. No Glória (um dos primeiros
cânticos de louvor da Igreja), entramos no louvor de Jesus
diante do Pai, e a oração dEle torna-se nossa. Quando
louvamos, reconhecemos o Senhor como criador e Seu contínuo
envolvimento ativo em nossas vidas. Ele é o oleiro, nós
somos a argila (Jer 18-6). Louvemos!
Nós temos a tendência
a nos voltar para a súplica, ou seja, permanecemos no centro
da oração. No louvor, ao contrário, Jesus
é o centro de nossa oração. Louvemos o Senhor
com todo o nosso ser, pois alguma coisa acontece quando nos esquecemos
de nós mesmos. No louvor, servimos e adoramos o Senhor.
OREMOS
A oração é seguida de uma pausa este é
o momento que o celebrante nos convida a nos colocarmos em oração.
Durante esse tempo de silêncio cada um faça Mentalmente
o seu pedido a Deus. Em seguida o padre eleva as mãos e
profere a oração, oficialmente, em nome de toda
a Igreja. Nesse ato de levantar as mãos o celebrante está
assumindo e elevando a Deus todas as intenções dos
fiéis. Após a oração todos respondem
AMÉM, para dizer que aquela oração também
é sua.
LITURGIA
DA PALAVRA
Após o AMÉM da Oração, a comunidade
senta-se mas deve esperar o celebrante dirigir-se à cadeira.
A Liturgia da Palavra tem um conteúdo de maior importância,
pois é nesta hora que Deus nos fala solenemente. Fala a
uma comunidade reunida como "Povo de Deus". A Palavra
explicada, nosso compromisso com Deus, nossas súplicas
e ofertas.
Primeira leitura
E quando se inicia a Liturgia da Palavra, peçamos ao
Espírito Santo que nos fale por intermédio dos versículos
bíblicos: que as leituras sejam para nós palavras
de sabedoria, discernimento, compreensão e cura.
A Primeira Leitura geralmente é tirada do Antigo Testamento,
onde se encontra o passado da História da Salvação.
O próprio Jesus nos fala que nele se cumpriu o que foi
predito pelos Profetas a respeito do Messias.
Salmo responsorial
Salmo Responsorial antecede a segunda leitura, é a nossa
resposta a Deus pelo que foi dito na primeira leitura. Ajuda-nos
a rezar e a meditar na Palavra acabada de proclamar. Pode ser
cantado ou recitado.
Segunda leitura
A Segunda Leitura é tirada das Cartas, Atos ou Apocalipse.
As cartas são dirigidas a uma comunidade a todos nós.
Canto de aclamação ao Evangelho
Terminada a Segunda Leitura, vem a Monição ao Evangelho,
que é um breve comentário convidando e motivando
a Assembléia a ouvir o Evangelho. O canto de Aclamação
é uma espécie de aplauso para o Senhor que via nos
falar.
Evangelho
Toda a Assembléia está de pé, numa atitude
de expectativa para ouvir a Mensagem. A Palavra de Deus solenemente
anunciada, não pode estar "dividida" com nada:
com nenhum barulho, com nenhuma distração, com nenhuma
preocupação. É como se Jesus, em Pessoa,
se colocasse diante de nós para nos falar.
A Palavra do Senhor é luz para nossa inteligência,
paz para nosso Espírito e alegria para nosso coração.
Homilia
É a interpretação de uma profecia ou a explicação de um texto
bíblico. A Bíblia não é um livro de sabedoria humana, mas de inspiração
divina. Jesus tinha encerrado sua missão na terra. Havia ensinado
o povo e particularmente os discípulos.
Tinha morrido e ressuscitado dos mortos. Missão cumprida! Mas
sua obra da Salvação não podia parar, devia continuar até o fim
do mundo. Por isso Jesus passou aos Apóstolos o seu poder recebido
do pai e lhes deu ordem para que pregassem o Evangelho a todos
os povos. O sacerdote é esse "homem de Deus". Na homilia ele "atualiza
o que foi dito há dois mil anos e nos diz o que Deus está querendo
nos dizer hoje".
Então o sacerdote explica as leituras. É o próprio
Jesus quem nos fala e nos convida a abrir nossos corações
ao seu amor. Reflitamos sobre Suas palavras e respondamos colocando-as
em prática em nossa vida.
Profissão de fé
Em seguida, os fiéis se levantam e recitam o Credo. Nessa
oração professamos a fé do nosso Batismo.
A fé é à base da religião, o fundamento
do amor e da esperança cristã. Crer em Deus é
também confiar Nele. Creio em Deus Pai, com essa atitude
queremos dizer que cremos na Palavra de Deus que foi proclamada
e estamos prontos para pô-la em prática.
Oração da
comunidade (Oração dos fiéis)
Depois de ouvirmos a Palavra de Deus e de professarmos nossa
fé e confiança em Deus que nos falou, nós
colocamos em Suas mãos as nossas preces de maneira oficial
e coletiva. Mesmo que o meu pedido não seja pronunciado
em voz alta, eu posso colocá-lo na grande oração
da comunidade. Assim se torna oração de toda a Igreja.
E ainda de pé rogamos a Deus pelas necessidades da Igreja,
da comunidade e de cada fiel em particular. Nesse momento fazemos
também nossas ofertas a Deus.
LITURGIA
EUCARÍSTICA
Na Missa ou Ceia do Senhor,
o Povo de Deus é convidado e reunido, sob a presidência
do sacerdote, que representa a pessoa de Cristo para celebrar
a memória do Senhor.
Vem a seguir o momento mais sublime da missa: é a renovação
do Sacrifício da Cruz, agora de maneira incruenta, isto
é, sem dor e sem violência. Pela ação
do Espírito Santo, realiza-se um milagre contínuo:
a transformação do pão e do vinho no Corpo
e no Sangue de Jesus Cristo. É o milagre da Transubstanciação,
pelo qual Deus mantém as aparências do pão
e do vinho (matéria) mesmo que tenha desaparecido a substância
subjacente (do pão e do vinho). Ou seja, a substância
agora é inteiramente a do Corpo, Sangue, a Alma e a Divindade
de Nosso Senhor Jesus Cristo, embora as aparências sejam
a do pão e do vinho.
Procissão das oferendas
As principais ofertas são o pão e vinho. Essa caminhada, levando
para o altar as ofertas, significa que o pão e o vinho estão saindo
das mãos do homem que trabalha. As demais ofertas representam
igualmente a vida do povo, a coleta do dinheiro é o fruto da generosidade
e do trabalho dos fiéis. Deus não precisa de esmola porque Ele
não é mendigo e sim o Senhor da vida. A nossa oferta é um sinal
de gratidão e contribui na conservação e manutenção da casa de
Deus. Na Missa nós oferecemos a Deus o pão e o vinho que, pelo
poder do mesmo Deus, mudam-se no Corpo e Sangue do Senhor. Um
povo de fé traz apenas pão e vinho, mas no pão e no vinho, oferece
a sua vida. O sacerdote oferece o pão a Deus, depois coloca a
hóstia sobre o corporal e prepara o vinho para oferecê-lo do mesmo
modo. Ele põe algumas gotas de água no vinho simboliza a união
da natureza humana com a natureza divina. Na sua encarnação, Jesus
assumiu a nossa humanidade e reuniu, em si, Deus e o Homem. E
assim como a água colocada no cálice torna-se uma só coisa com
o vinho, também nós, na Missa, nos unimos a Cristo para formar
um só corpo com Ele. O celebrante lava as mãos, essa purificação
das mãos significa uma purificação espiritual do ministro de Deus.
Santo
Prefácio é um hino "abertura" que
nos introduz no Mistério Eucarístico. Por isso o
celebrante convida a Assembléia para elevar os corações
a Deus, dizendo Corações ao alto"! É
um hino que proclama a Santidade de Deus e dá graças
ao Senhor.
O final do Prefácio termina com a aclamação
Santo, Santo, Santo... é tirado do livro do profeta Isaías
(6,3) e a repetição é um reforço de
expressão para significar o máximo de santidade,
embora sendo pecadores, de lábios impuros, estamos nos
preparando para receber o Corpo do Senhor.
Consagração do pão e vinho
O celebrante estende as mãos sobre o pão e vinho e pede ao Pai
que os santifique enviando sobre eles o Espírito Santo. Por ordem
de Cristo e recordando o que o próprio Jesus fez na Ceia e pronuncia
estas palavras "TOMAI...
O celebrante faz uma genuflexão para adorar Jesus presente sobre
o altar. Em seguida recorda que Jesus tomou o cálice em suas mãos,
deu graças novamente, e o deu a seus discípulos dizendo: "TOMAI......
"FAZEI ISTO" aqui cumpre-se a vontade expressa de Jesus, que mandou
celebrar a Ceia.
"EIS O MISTÉRIO DA FÉ" Estamos diante do Mistério de Deus. E o
Mistério só é aceito por quem crê.
Orações pela igreja
A Igreja está espalhada por toda a terra e além dos limites geográficos:
está na terra, como Igreja peregrina e militante; está no purgatório,
como Igreja padecente; e está no céu como Igreja gloriosa e triunfante.
Entre todos os membros dessa Igreja, que está no céu e na terra,
existe a intercomunicação da graça ou comunhão dos Santos. Uns
oram pelos outros, pois somos todos irmãos, membros da grande
Família de Deus.
A primeira oração é pelo Papa e pelo bispo Diocesano, são os pastores
do rebanho, sua missão é ensinar, santificar e governar o Povo
de deus. Por isso a comunidade precisa orar muito por eles. Rezar
pelos mortos é um ato de caridade, a Igreja é mais para interceder
do que para julgar, por isso na Missa rezamos pelos falecidos.
Finalmente, pedimos por nós mesmos como "povo santo e pecador".
Por Cristo, com Cristo e em Cristo
Neste ato de louvor o celebrante levanta a Hóstia e o cálice e
a assembléia responde amém.
RITO
DA COMUNHÃO
Pai nosso
Jesus nos ensinou a chamar a Deus de Pai e assim somos convidados
a rezar o Pai-Nosso. É uma oração de relacionamento
e de entrega. Ao nos abrirmos ao Pai, uma profunda sensação
de integridade e descanso toma conta de nós. Como cristãos,
fazer a vontade do Pai é tão importante para nosso
espírito quanto o alimento é para nosso corpo.
O Pai Nosso, não é apenas uma simples fórmula de oração, nem um
ensinamento teórico de doutrina. Antes de ser ensinado por Jesus,
o Pai-Nosso foi vivido plenamente pelo mesmo Cristo. Portanto,
deve ser vivido também pelos seus discípulos.
Com o Pai Nosso começa a preparação para a Comunhão Eucarística.
Essa belíssima oração é a síntese do Evangelho. Para rezarmos
bem o Pai Nosso, precisamos entrar no pensamento de Jesus e na
vontade do Pai. Portanto, para eu comungar o Corpo do senhor na
Eucaristia, preciso estar em "comunhão" com meus irmãos, que são
membros do Corpo Místico de Cristo.
Pai Nosso é recitado de pé, com as mãos erguidas, na posição de
orante.
Pode também ser cantado, mas sem alterar a sua fórmula. após o
Pai Nosso na Missa não se diz amém pois a oração seguinte é continuação.
A paz
Após o Pai-Nosso, o sacerdote repete as palavras de
Jesus: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz.
A paz é um dom de Deus. É o maior bem que há sobre a terra. Vale
mais que todas as receitas, todos os remédios e todo o dinheiro
do mundo. A paz foi o que Jesus deu aos seus Apóstolos como presente
de sua Ressurreição.
Que paz é essa da qual fala Jesus? É o amor para
com o próximo. Às vezes vamos à Igreja rezar
pela paz no mundo, mas não estamos em paz conosco ou com
nossas famílias. Não nos esqueçamos: a paz
deve começar dentro de nós e dentro de nossas casas.
Assim como só Deus pode dar a verdadeira paz, também só quem está
em comunhão com Deus é que pode comunicar a seus irmãos a paz.
Fração do pão
O celebrante parte da hóstia grande e coloca um pedacinho da mesma
dentro do cálice, que representa a união do Corpo e do Sangue
do Senhor num mesmo Sacrifício e mesma comunhão.
Cordeiro de Deus
Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Jesus é apresentado como
o "cordeiro de Deus". Os fIéis sentem-se indignos de receber o
Corpo do Senhor e pedem perdão mais uma vez.
Comunhão
A Eucaristia é um tesouro que Jesus, o Rei imortal e eterno, deixou
como MIstério da Salvação para todos os que nele crêem. Comungar
é receber Jesus Cristo, Reis dos Reis, para alimento de vida eterna.
À mesa do Senhor recebemos
o alimento espiritual
A hora
da Comunhão merece nosso mais profundo respeito, pois nos
tornamos uma só coisa em Cristo. E sabemos que essa união
com Cristo é o laço de caridade que nos une ao próximo.
O fruto de nossa Comunhão não será verdadeiro
se não vemos melhorar a nossa compaixão, paciência
e compreensão para com os outros.
Modo de comungar
Quem comunga recebendo a hóstia na mão deve elevar a mão esquerda
aberta, para o padre colocar a comunhão na palma da mão. O comungaste
imediatamente, pega a Hóstia com a direita e comunga ali mesmo
na frente do padre ou ministro. Ou direto na boca.
Quando a comunhão é nas duas espécies, ou seja, pão e vinho é
diretamente na boca.
Pós comunhão
Depois de comungar temos alguns preciosos minutos em que Nosso
Senhor Jesus Cristo nos tem, poderíamos dizer, abraçados.
Perguntemos corajosamente: Senhor, que queres que eu faça?
E estejamos abertos para ouvirmos a resposta. Quantos milagres
e quantas curas acontecem nesse momento em que Deus está
vivo e presente em nós!
Rito
final
Seguem-se a Ação de Graças e os Ritos Finais.
Despedimo-nos, e é nessa hora que começa nossa missão:
a de levar Deus àqueles que nos foram confiados, a testemunhar
Seu amor em nossos gestos, palavras a ações.
Como receber a benção
É preciso valorizar mais e receber com fé a benção solene dada
no final da Missa. E a Missa termina com a benção.
Qual a parte mais importante da Missa?
É justamente agora a parte mais importante da Missa, quando
Ela se acaba, pois colocamos em prática tudo aquilo
que ouvimos e aprendemos durante a celebração, enfim
quando vivenciamos os ensinamentos de Deus Pai.
* Pastoral da Crisma
* Paróquia Imacula Conceição - Vila
Rezende - Piracicaba - SP - Brasil |
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