O
QUE É O NAMORO?
O namoro é dinâmico como a própria
vida das pessoas. Hoje a liberdade é enorme
quando se fala desse assunto, o que, aliás,
torna´se ocasião para muitos desvirtuamentos
em termos de namoro.
Coisas que para a geração
anterior era impensável, hoje tornou´se
comum entre os jovens; por exemplo, viajar juntos
sem os pais; dormirem na mesma casa, etc. Se por um
lado esta liberação pode até
facilitar a maturidade dos jovens namorados, não
há como negar que é uma oportunidade
imensa para que o relacionamento deles ultrapasse
os limites de namorados e precipite a vida sexual.
Lamentavelmente tornou´se comum entre os casais
de namorados a vida sexual, inadequada nesta fase.
O namoro, como já mostramos, é o tempo
de conhecer o outro, escolher o parceiro com quem
a vida será vivida até a morte, e é
o tempo de crescimento a dois.
Tudo isto será
vivido através de um diálogo rico dos
dois, pelo qual cada um vai se revelando ao outro,
trocando as suas experiências e as suas riquezas
interiores, e assim, começa a construção
recíproca de cada um, o que continuará
após o casamento.
O namoro é acima de
tudo o encontro de duas pessoas, capazes de pensar,
refletir, cantar, sonhar, sorrir e chorar. O mar é
belo e imenso, mas não sabe disso; a terra
é bela e rica, mas não sabe disso; o
pássaro é belo e não sabe disso.
Você é bela, inteligente, livre, dotada
de vontade e de consciência; e você sabe
disso. Você não é um objeto; é
uma pessoa, Um ser espiritual e psíquico.
O
namoro implica no reconhecimento da “pessoa”
do outro, a sua aceitação e a comunicação
com ela. É diferente conhecer uma pessoa e
conhecer um objeto. O objeto é frio, a pessoa
é um “mistério” ; não
pode ser entendida só pela inteligência,
pois a sua realidade interior é muito mais
rica do que a idéia que fazemos dela pelas
aparências.
Você só poderá
conhecer a pessoa pelo coração e pela
revelação que ela faz de si mesma a
você. No objeto vale a quantidade, o peso, o
tamanho; a forma, o gosto; na pessoa vale a qualidade.
O objeto é um problema a ser resolvido, a pessoa
é mistério a ser revelado e compreendido.
Saiba que você está diante de uma pessoa
que é única (indivíduo), insubstituível,
original, distinta de todos os outros...
Alguém
já disse que cada pessoa é “uma
palavra de Deus que não se repete”. Não
fomos feitos numa fôrma. No namoro você
terá que respeitar essa “individualidade”
do outro, para não sufocá´lo.
Muitas crises surgem porque ambos não se respeitam
como pessoas e únicos. É por isso que
as comparações e os padrões rígidos
podem ser prejudiciais. Você não pode
querer que a sua namorada seja igual àquela
moça que você conhece e admira; o seu
namorado não tem que ser igual ao seu pai...
Cada um é um. A liberdade é uma condição
essencial da pessoa. Sem liberdade não há
pessoa.
É no encontro com o outro que a pessoa se
realiza; e aqui está a beleza do namoro vivido
corretamente. Ele leva você a abrir´se
ao outro. A partir daí você deixa de
ser criança e começa a tornar´se
adulto; porque já não olha só
para si mesmo. O namoro é esse tempo bonito
de inter´comunicação entre duas
almas.
Mas toda revelação implica num
comprometimento de ambos e num engajamento de vidas.
“Tu te tornas eternamente responsável
por aquele que cativas”, disse o Pequeno Príncipe.
Você se torna responsável por aquele
que se revela a você do mais íntimo do
seu ser. Cuidado, portanto, para não “coisificar”
a sua namorada. Às vezes essa coisificação
do outro se torna até meio inconsciente hoje.
Ela acontece, por exemplo, quando o noivo proíbe
a noiva de usar batom, ou a proíbe de cortar
os cabelos. O marido “coisifica” a esposa
quando a obriga a ter uma relação sexual
com ele, quando não a permite participar das
“suas” decisões financeiras; quando
proíbe que ela possa ter alguma atividade na
Igreja, etc. O namorado “coisifica” a
namorada quando faz chantagens emocionais com ela
para conseguir o que quer.
A namorada “coisifica”
o namorado quando o sufoca fazendo´o ficar o
tempo todo do seu lado, sem que o rapaz possa fazer
outros programas com os amigos. O pai coisifica o
filho quando o submete a si como se fosse um escravo...
Não faça do outro um objeto, e não
deixe que o relacionamento de vocês se torne
numa “dominação do outro”,
mas um “encontro” entre ambos.
Nem Deus
tira a nossa liberdade; Ele a respeita, pois sem isto
seríamos marionetes, robôs, e não
pessoas. Ainda que o homem se ponha contra Ele –
como acontece tanto! – ainda assim Ele o ama,
e nunca trata´o como um objeto. Coisificamos
o outro quando o usamos; isto é triste.
O namoro
é o tempo da “descoberta”, do outro.
E isso se faz pelo diálogo, que é o
alimento do amor. Há muitos desencontros porque
falta o diálogo.
Namorar é dialogar! O diálogo é
mais do que uma conversa; é um encontro de
almas em busca do conhecimento e do crescimento mútuo.
Sem um bom diálogo não há um
namoro feliz e bonito. É pelo diálogo
que o casal ´ seja de namorados ou cônjuges
– aprende a se conhecer, ajudam´se mutuamente
a corrigir as suas falhas, vencem as dificuldades,
cultivam o amor, se aperfeiçoam e se unem cada
vez mais.
Os namorados que sabem dialogar sabem escolher
bem a pessoa adequada, fazendo uma escolha com lucidez
e conhecimento maduro. Sem diálogo o casal
não cresce, e o namoro não evolui, porque
cada um fica trancado e isolado com os seus próprios
problemas.
Sem ele o casal pode cair na “crise
do silêncio”, ou apenas trocar palavras
vazias, ou ainda, o que é pior, discutir e
brigar. Por falta do diálogo, muitas vezes,
cada um leva a “sua” vida e ignora o outro;
ora, isto não é vida a dois, nem preparação
para o casamento. São muitas as dificuldades
para o diálogo, mas há também
muitos pontos que o favorecem. Vamos examiná´los.
Muitos não conseguem dialogar porque não
estavam habituados a isto antes do namoro. Pode ser
que tenha vindo de uma família que não
tinha esse hábito. Neste caso, será
preciso ter a intenção de dialogar,
romper o mutismo e abrir´se. Também o
orgulho, o medo de reconhecer os próprios erros,
o não querer “dar o braço a torcer”,
a vaidade de querer sempre ter razão, bloqueiam
o diálogo.
A falta de tempo, o trabalho em
demasia, a televisão, o jornal, a revista,
a internet, podem prejudicar o diálogo; se
não forem dosados... Há também
os condicionamentos de infância; às vezes
a autoridade excessiva dos pais, a falta de liberdade
para expressar as próprias idéias e
opiniões; a super proteção que
sufocou o espírito de iniciativa; a falta de
participação nas soluções
dos problemas familiares; tudo isto dificulta o diálogo.
Portanto, será preciso esforço, vontade
de vencer´se e acertar.
Para haver diálogo
você precisa aprender a ouvir o outro; ter paciência
para entender o que ele quer dizer, e, só depois,
concordar ou discordar. Seja paciente, não
corte a palavra do outro antes dele completá´la.
Lembre´se, diálogo não é
discussão.
É preferível “perder”
uma discussão do que dominar o outro. Dialogar
é acolher o outro com o coração
disponível. É aprender a “olhar”
o outro, conhecer sua vida profissional, familiar,
seus gostos, suas aspirações, dificuldades,
lutas... com respeito e atenção.
Deixe
que o outro tenha “entrada franca” no
coração. Não ponha “cães
de guarda” nas portas do seu palácio
interior pois o outro pode ficar com medo de entrar.
Quem são esses cães? O seu orgulho refinado,
sutil, mas que esnoba e subjuga o outro... O seu egoísmo
que chama tudo sempre para você. A inveja do
sucesso do outro, que o impede de crescer.
A sua ironia
que faz pouco caso do que ele está dizendo...
A sua estupidez e grosseria que magoam o outro...
São esses – e muitos outros – os
“cães de guarda” que pomos à
porta do coração. Às vezes ela
ou ele vai embora dizendo: “Não tive
coragem de entrar... tive medo que ele risse de mim...
que não me compreendesse... tive medo de ser
ridícula”. Não deixe que ele fique
te esperando tanto até desanimar. Para que
você possa acolher o outro é preciso
despojar´se de si mesmo, estar disponível.
É preciso que você aceite criar este
vazio no seu interior para que o outro possa ocupá´lo.
É preciso fazer silêncio em você,
para poder ouvir e entender a voz do outro. Só
assim você será atencioso com ela; e
então o diálogo acontecerá. Saiba
sorrir para o outro; não custa nada e ilumina
tanto!... Saiba fazer silêncio.... As palavras
são os veículos da alma que se exprime,
desabafa e se acalma. Aprenda a escutar o seu namorado
atenciosamente; preste´lhe esta homenagem. Saiba
falar mais daquilo que lhe interessa, do que aquilo
que interessa a você.
Não fique pensando em você enquanto
o outro fala, pense nele. Há um escrito que
diz assim: As cinco palavras mais importantes são:
“Estou muito satisfeito com você”
As quatro palavras mais importantes: “Qual a
sua opinião?” As três palavras
mais importantes: “Faça o favor”.
As duas palavras mais importantes: “Muito obrigado”
A palavra menos importante: ´EU´! Enquanto
você estiver dominado pela vontade de falar
de si mesmo, é porque ainda não está
apto a acolher o outro. Entretanto, não arranque
o outro do seu silêncio à força;
respeito´o, e aos poucos, ajude´o a falar.
Não devasse a sua intimidade.
Você está
vendo que o namoro é como uma escola, um educandário
do amor; por isso é belo e rico. Vá
interrogando´o com suavidade sobre a sua vida,
as suas preocupações, o seu passado,
a sua família, a escola, etc. ... Deixe´o
dizer tudo o que ele quiser, e não fique com
aquele olhar distante, longe, nas nuvens... O diálogo
exige gratuidade.
Se você estiver nervoso, preocupado,
irritado e de mau humor, então, pegue tudo
isto e entregue a Deus, na fé, para estar disponível.
O mau humor, a lamúria, a constante reclamação,
são venenos mortais para o diálogo e
o relacionamento. Sorria, ainda que o seu coração
esteja chorando, por amor; isto não é
fingimento. Saiba caminhar em direção
ao outro, estenda´lhe a mão para ajudá´lo
a entrar em você. Se ele vier a você cheio
de problemas e angústias, não tenha
pressa em querer dar´lhe a solução
mágica para as suas dores.
Não, apenas
deixe que ele se esvazie; deixe´o falar; só
depois, quando ele tiver “posto tudo para fora”,
só então, você lhe dirá
uma palavra amiga, e de conforto. Quando o médico
vai tratar um tumor, primeiro deixa´o vazar
completamente, tira todo o material infeccioso, só
depois coloca o remédio. Assim também
ocorre com as “infecções da alma”;
primeiro é preciso esvaziá´la,
para depois curá´las. A grande necessidade
das pessoas hoje é ter alguém que as
ouça com tempo e disponibilidade.
Não será o namoro uma bela oportunidade
também para isso? Se você quiser que
o seu namorado abra´lhe a alma, e se revele
do fundo do seu ser, então saiba ser receptiva,
silenciosa, discreta...Então você ouvirá
muitas confidências, e ele irá embora
aliviado e crescido.
A experiência tem me mostrado
que a maioria das pessoas que nos procuram para resolver
os seus problemas, mais do que conselhos, querem desabafar
uma angústia que está no coração.
E quando você se dispõe a ouvi´las
com atenção e carinho, elas vão
se acalmando e encontrando o remédio que precisam,
sem que às vezes a gente não diga nada.
É a necessidade da alma humana de desabafar.
Portanto, saiba que o que o outro mais precisa no
diálogo é da sua atenção
esmerada. Não seja aéreo enquanto o
outro fala, esqueça de você mesmo neste
instante. Dialogar não é discutir. Na
discussão gasta´se muita energia, irrita´se
e chega´se ao nervosismo que não leva
a nada, ao contrário, só destrói
o relacionamento. O diálogo conduz ao amor;
a discussão leva à briga.
Eis a diferença.
Na discussão cada um ´ cheio de si mesmo
´ se acha o dono da verdade e da razão,
e não abre mão disso. É o orgulho
que impera. No diálogo ambos procuram a verdade
juntos, não se acham cheios de razão,
e não se preocupam com quem ela está.
Na discussão são pessoas que se exibem
querendo vencer a outra; no diálogo, são
argumentos e idéias que são apresentadas.
A discussão é uma luta entre dois egos
orgulhosos; o diálogo é o encontro de
duas almas queridas. Entendeu a diferença?
Na discussão um quer arrasar os argumentos
e idéias do outro, e desmoralizar os seus raciocínios,
já no diálogo cada um se esforça
para compreender os argumentos e idéias do
outro, ao invés de atacá´los apressadamente.
Quando você discute, já dá a resposta
antes mesmo que o outro termine de falar o que queria
expor; no diálogo, você quer que ele
repita o que disse para que você possa entendê´lo
melhor. Há um sabor mórbido em arrasar
o outro numa discussão.
É próprio dos adversários quando
se encontram; não de namorados que se amam
e querem construir´se mutuamente. O que você
pode lucrar em “dobrar” o outro numa discussão.
Nada, a não ser um pouco mais de orgulho e
de arrogância! Além disso você
deixa o outro ferido e magoado, mais longe de você...
talvez até com mágoa e ressentimento,
e com ódio no coração. A discussão
termina com um vencido e um vencedor, como se fosse
uma guerra. Será que isto deve acontecer entre
duas pessoas que se amam?
O diálogo autêntico
e necessário no namoro, não admite portanto,
palavras, expressões ou gestos que humilhem
o outro, ou que demonstrem pouco caso, cinismo, soberba,
arrogância, prepotência... “Você
tem um raciocínio de criança imatura!”
“Sua argumentação está
toda vazia e furada!” “Você parece
louca, no mundo da lua!” “Acho que você
está precisando de um psiquiatra!” “Será
que você não vai crescer nunca?”
“Até quando você vai continuar
com este seu jeito de bebê chorão?”
Expressões desse tipo ferem e magoam; e exigem
que se peça perdão. Ao contrário
são expressões do tipo: “Você
fez algo importante!” “Sua opinião
é muito importante!” “Esta palavra
que você disse, me fez feliz”. “A
minha vida é melhor porque você está
a meu lado...” E tudo isso pode e deve ser dito
sem fingimento ou bajulação, sem a preocupação
de entrar numa arena de disputa, mas num coração
para amar.
Enfim, na discussão você está
diante de um adversário a ser vencido; no diálogo,
você está diante de uma pessoa a ser
construída pelo amor. No entanto, se a conversa
se transformar numa discussão, há uma
saída nobre: deixe que o outro “vença”
para que ela acabe o mais rápido possível.
Perder nesta “guerra” será uma
vitória do amor. No diálogo, deve´se
começar sempre observando o lado positivo das
coisas e dos acontecimentos, e não se deixar
derrotar pelo pessimismo que só vê o
lado negativo.
Lembre´se que tanto o pessimismo
quanto o otimismo contagiam facilmente as pessoas,
com a diferença que o otimismo eleva os ânimos.
Outra coisa importante no diálogo, é
que você se expresse numa linguagem que o outro
o entenda, sobre um assunto que compreenda. Você
não pode dar um bife a um recém nascido;
e não pode dar uma feijoada a um velho doente.
Se a diferença de cultura existir entre o casal,
então cada um precisa se esforçar para
levar o outro a compreendê´lo. E esta
será mais uma tarefa do amor. Mesmo a diferença
cultural e científica pode ser superada pelo
diálogo e pelo amor.
É importante dizer
que o compromisso de cada um, mais do que consigo
mesmo, deve ser com a verdade. Se, como fruto do diálogo,
você perceber que a verdade é diferente
do que você pensava, então, por coerência,
saiba aceitar a opinião do outro. Isto jamais
será uma derrota sua, antes, uma vitória
de ambos.
Numa discussão ninguém muda de opinião,
pois o orgulho não permite. No diálogo,
vence a verdade, surge a luz, reina a paz. Talvez
agora você esteja começando a entender
porque o diálogo autêntico é o
instrumento indispensável para que você
possa descobrir as riquezas que estão escondidas
no interior da pessoa que você ama. Tudo que
se faz de bom exige sacrifícios e tem um preço.
Para que o casal cresça no namoro, têm
que pagar o preço da renúncia ao próprio
ego soberbo e arrogante, prepotente e asqueroso, exibicionista
ou cheio de amor próprio. No diálogo,
preocupe´se em procurar e apresentar “a
“ verdade, mas não a “sua”
verdade. Não podemos ser donos da verdade;
ela é autônoma, não depende de
nós. Só Jesus é a Verdade; todas
as outras dependem dele. Se o assunto é, por
exemplo, a doença, a verdade não está
comigo e nem com você, está com quem
entende de medicina.
Se o assunto é religião,
a verdade está com a Igreja, e não com
o que eu acho ou com o que você pensa. E assim
por diante. A verdade é objetiva. Não
podemos nos perder em raciocínios vazios e
devaneios subjetivos que nos afastam da verdade subjetiva
e da responsabilidade. Namorar é isto! Na medida
que o tempo for passando, o diálogo for amadurecendo,
e o namoro for se firmando, então será
necessário conversar sobre as coisas do futuro,
para se saber quais as aspirações que
cada um traz no coração, e se elas se
coadunam mutuamente. Não se trata de ficar
sonhando no vazio sobre o futuro, mas de começar
a escolher e a preparar a vida que ambos vão
viver e construir amanhã: a família,
os filhos, etc. Nada de real se faz nesta vida sem
um sonho, um projeto, um plano e uma construção.
Se de um lado, sonhar no vazio é uma doce ilusão,
refletir sobre o que se quer construir no futuro é
uma necessidade. É assim que nasce um lar.
Para você meditar:
TEMPO DE RENOVAÇÃO
Perdão, Senhor!
Embora bem intencionado e cheio de boa vontade, nem
sempre acertei em meu relacionamento humano.
Eu queria ser uma flor e fui um espinho...
Eu queria ser sorriso e fui mágoa...
Eu queria ser luz e fui trevas...
Eu queria ser estrela e fui eclipse...
Eu queria ser contentamento e fui tristeza...
Eu queria ser força e fui fraqueza...
Eu queria ser o amanhã e fui o ontem...
Eu queria ser paz e fui guerra...
Eu queria ser vida e fui morte...
Eu queria ser carinho e fui rudeza...
Eu queria ser sobrenatural e fui terreno...
Eu queria ser lenitivo e fui flagelo...
Eu queria ser amor e fui decepção...
Recebe, Senhor, em tuas mãos de misericórdia
e perdão infinito o gosto amargo desta revisão.
Pe. Rafael Lopes C.M.
DO Livro: NAMORO do Prof. Felipe de
Aquino
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