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Compromisso missionário
Por: DOM FREI DIAMANTINO PRATA DE CARVALHO, OFM
BISPO DA DIOCESE DA CAMPANHA(MG)
 
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O mês da Bíblia está deixando marcas profundas na história de nossa centenária Diocese. Realizamos o primeiro retiro diocesano das Santas Missões Populares, no final de semana, 18-19 de setembro, no Varginha Tênis Clube. Éramos cerca de 2.800 pessoas, entre participantes e colaboradores. Todos nós pudemos celebrar e experimentar o amor de Deus. Na sua Palavra, no irmão, na Eucaristia.

Pe. Luiz Mosconi veio de Belém, PA, para nos assessorar. Levando em conta o grande número de participantes, numa quadra esportiva, ele conseguiu conduzir-nos ao deserto. Não geográfico, mas bíblico-teológico. E a exemplo de Jesus, pudemos preparar-nos para a missão. Com a Bíblia na mão, estudamos os capítulos 4 e 8 do Evangelho de Lucas.

Sempre permeadas de exemplos e testemunhos concretos, as ponderações de Pe. Mosconi levaram-nos a acordar para as situações da realidade em que vivemos e a deixar-nos iluminar pela Boa Nova de Jesus. Baners e coreografias ilustravam as reflexões que, gradativamente, íamos assimilando. Contávamos com bons atores e atrizes, embora jovens e amadores...

As celebrações litúrgicas da manhã, a vigília e a Eucaristia de encerramento foram momentos fortes de profunda espiritualidade. Durante a vigília, assumimos o compromisso de discípulos missionários de Jesus Cristo, para que nele todos tenham vida plena. O documento de Aparecida esteve muito presente.
Pe. Mosconi elogiou a devoção dos mineiros! Mas nos alertou para não cairmos no devocionalismo. Antes, precisamos munir-nos da Palavra de Deus como embasamento teológico da fé que professamos. É bom constatar que poucos não tinham a Bíblia. A maioria manuseava a edição da CNBB com o encarte de nossa Diocese.

O encerramento do retiro aconteceu na Praça do Etê e na concha acústica. Uma multidão de pessoas veio juntar-se aos retirantes. Todos fomos cobertos pelo manto da Virgem do Carmo, cuja imagem foi trazida em procissão. Recebemos uma mensagem de um irmão surdo-mudo e nos alegramos com o colorido da “bandeirada missionária”.

Com vivas e abraços nos despedimos. A convicção de sermos amados pelo Deus da vida nos impulsiona a sermos discípulos missionários que assumem pra valer o compromisso missionário.



 
 
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