| A nova evangelização |
Por: DOM FREI DIAMANTINO PRATA DE CARVALHO, OFM
BISPO DA DIOCESE DA CAMPANHA(MG) |
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Entre os dias 07 e 28 de outubro p.p. realizou-se em Roma o 13º. Sínodo Ordinário dos Bispos. Pastores de todo o mundo se debruçaram sobre os desafios que a Igreja enfrenta com a evangelização. Numa sociedade em mudança, com bispos provenientes de diferentes países e culturas, havia unanimidade entre eles: não podemos deixar de evangelizar!
Depois de 2000 anos de cristianismo e de 50 anos após o Concílio Vaticano II, não só há necessidade do primeiro anúncio, como também carecemos de um maior aprofundamento do Evangelho. Na aula magna se falava muito de pequenas comunidades, onde as pessoas se juntam para a leitura, reflexão e partilha da Palavra de Deus.
Citada a Exortação Apostólica de Paulo VI, "Evangeli Nunciandi", na qual deixou orientações para uma eficiente evangelização. Os bispos latino-americanos deram seu contributo a partir do Documento de Aparecida. Os brasileiros, a partir das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora. Africanos e asiáticos falaram de suas experiências em meio à diversidade religiosa em seus continentes e de suas angústias entre conflitos bélicos e novas revoluções e perseguições. Os bispos do velhos continente e os americanos se queixaram da falta de ministros ordenados, confiando a leigos o protagonismo evangelizador...
Discutiu-se em que consiste a "nova evangelização", sobre os métodos e os agentes. No fundo, é preciso convencer-nos de que não somos ainda suficientemente evangelizados, para podermos evangelizar com ardor e mansidão. Não podemos esperar que as pessoas venham a nós; quando vêm temos que acolhê-las, escutá-las, amá-las. Mas devemos ir ao encontro delas, nos seus ambientes, não para atraí-las a nós, mas a Jesus Cristo, o evangelizador por excelência.
Todas as contribuições dos bispos, no Sínodo, foram entregues ao Papa Bento XVI, para elaborar a exortação apostólica, que vamos aguardar com esperança e alegria.
Diante da urgência evangelizadora, cabe a nós, responsáveis pelas paróquias e pela diocese, levar a sério o projeto diocesano das Santas Missões Populares. Precisamos valorizar as novenas de Natal e do Padroeiro, as campanhas anuais da evangelização, da fraternidade e a missionária... Sem esquecer dos pequenos gestos de atenção e de afeto cuja força evangelizadora, por vezes, nos escapa.
Que o tempo do Advento, que vamos celebrar, nos leve a essa convicção: o Senhor vem! Precisamos preparar caminhos. Mas, sobretudo, abrir corações!
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