Liturgia diária
 

2ª Semana Comum
22 JANEIRO

 
Leia ainda a homilia dominical
   
Primeira leitura: Hb 7,25–8,6
Leitura da Carta aos Hebreus - Irmãos, 25Jesus é capaz de salvar para sempre aqueles que, por seu intermédio, se aproximam de Deus. Ele está sempre vivo para interceder por eles.
26Tal é precisamente o sumo sacerdote que nos convinha: santo, inocente, sem mancha, separado dos pecadores e elevado acima dos céus. 27Ele não precisa, como os sumos sacerdotes, oferecer sacrifícios em cada dia, primeiro por seus próprios pecados e depois pelos do povo. Ele já o fez uma vez por todas, oferecendo-se a si mesmo.
28A Lei, com efeito, constituiu sumos sacerdotes sujeitos à fraqueza, enquanto a palavra do juramento, que veio depois da Lei, constituiu alguém que é Filho, perfeito para sempre. 8,1O tema mais importante da nossa exposição é este: temos um sumo sacerdote tão grande, que se assentou à direita do trono da majestade, nos céus. 2Ele é ministro do Santuário e da Tenda verdadeira, armada pelo Senhor, e não por mão humana.
3Todo sumo sacerdote, com efeito, é constituído para oferecer dádivas e sacrifícios; portanto, é necessário que tenha algo a oferecer. 4Na verdade, se Cristo estivesse na terra, não seria nem mesmo sacerdote, pois já existem os que oferecem dádivas de acordo com a Lei. 5Estes celebram um culto que é cópia e sombra das realidades celestes, como foi dito a Moisés, quando estava para executar a construção da Tenda. "Vê, faze tudo segundo o modelo que te foi mostrado sobre a montanha". 6Agora, porém, Cristo possui um ministério superior. Pois ele é o mediador de uma aliança bem melhor, baseada em promessas melhores. - Palavra do Senhor.
Salmos: Sl 39
          — Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!
— Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!

— Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados, e então eu vos disse: "Eis que venho!"

— Sobre mim está escrito no livro: "Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!"

— Boas novas de vossa justiça anunciei numa grande assembléia; vós sabeis: não fechei os meus lábios!

— Mas se alegre e em vós rejubile todo ser que vos busca, Senhor! Digam sempre: "É grande o Senhor!" os que buscam em vós seu auxílio.
 
Evangelho: Mc 3,7-12
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Marcos.
          - Glória a vós, Senhor.

         Naquele tempo, 7Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galiléia o seguia. 8E também muita gente da Judéia, de Jerusalém, da Iduméia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse.
10Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: "Tu és o Filho de Deus!" 12Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
 
Comentário do Evangelho
Após a cura do homem com a mão seca em uma sinagoga, e o registro final de que os fariseus e herodianos procuravam eliminar Jesus, Marcos apresenta um sumário da sua missão nas vizinhanças do mar da Galiléia. Todos os Evangelhos, continuamente, referem-se ao contato de Jesus com as multidões, no exercício de seu ministério. O termo grego ochlós, que significa "multidão", expressa a maioria excluída dentre o povo, diferenciada das elites. Fica bem claro o contraste entre as elites religiosas que rejeitam Jesus e as multidões que o acolhem. Na multidão, que é libertada, encontram-se alguns sob o domínio do espírito impuro da sinagoga. Jesus é reconhecido como o "Filho de Deus". Contudo, há o risco de ser confundido, pelos judeus, com um messias poderoso para restaurar o reino de Israel. Jesus o rejeita energicamente. A narrativa do evangelista vai progressivamente levando as comunidades a compreenderem a revelação do Deus de amor, em Jesus de Nazaré.
 
Fonte: Editora Paulinas

Congregação do Santíssimo Redentor
 

 
 
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