Liturgia diária
 

14ª Semana Comum
07 JULHO

 
Leia ainda a homilia dominical
   
Primeira leitura: Gn 32,23-33
Leitura do Livro do Gênesis - Naqueles dias, 23Jacó levantou-se ainda de noite, tomou suas duas mulheres, as duas escravas e os onze filhos e passou o vau do Jaboc. 24Depois de tê-los ajudado a passar a torrente, e atravessar tudo o que lhe pertencia, Jacó ficou só. E eis que um homem se pôs a lutar com ele até o raiar da aurora.
26Vendo que não podia vencê-lo, este tocou-lhe o nervo da coxa e logo o tendão da coxa de Jacó se deslocou, enquanto lutava com ele. 27O homem disse a Jacó: “Larga-me, pois já surge a aurora”. Mas Jacó respondeu: “Não te largarei, se não me abençoares”. 28O homem perguntou-lhe: “Qual é o teu nome?” Respondeu: “Jacó”. 29Ele lhe disse: “De modo algum te chamarás Jacó, mas Israel; porque lutaste com Deus e com os homens, e venceste”. 30Perguntou-
-lhe Jacó: “Dize-me, por favor, o teu nome”. Ele respondeu: “Por que perguntas-me o meu nome?” E ali mesmo o abençoou. 31Jacó deu a esse lugar o nome de Fanuel, dizendo: “Vi Deus face a face e tive poupada a minha vida”.
32Surgiu o sol quando ele atravessava Fanuel; e ia mancando por causa da coxa. 33Por isso os filhos de Israel não comem até hoje o nervo da articulação da coxa, pois Jacó foi ferido nesse nervo. - Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmos: Sl 16
          — Verei, justificado, vossa face, ó Senhor!
— Verei, justificado, vossa face, ó Senhor!

— Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, escutai-me e atendei o meu clamor! Inclinai o vosso ouvido à minha prece, pois não existe falsidade nos meus lábios.

— De vossa face é que me venha o julgamento, pois vossos olhos sabem ver o que é justo. Provai meu coração durante a noite, visitai-o, examinai-o pelo fogo, mas em mim não achareis iniquidade.

— Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me! Mostrai-me vosso amor maravilhoso, vós que salvais e libertais do inimigo quem procura a proteção junto de vós.

— Protegei-me qual dos olhos a pupila e guardai-me, à proteção de vossas asas. Mas eu verei, justificado, a vossa face e ao despertar me saciará vossa presença.
 
Evangelho: Mt 9,32-38
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Mateus.
          - Glória a vós, Senhor.

         Naquele tempo, 32apresentaram a Jesus um homem mudo, que estava possuído pelo demônio. 33Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: “Nunca se viu coisa igual em Israel”. 34Os fariseus, porém, diziam: “É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios”.
35Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade. 36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37“A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”



- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
- Glória a vós, Senhor.
 
Comentário do Evangelho
Esta breve narrativa de exorcismo e cura de um possesso mudo, seguida da acusação dos fariseus, é uma repetição da narrativa mais longa feita por Mateus para completar seu bloco de dez milagres de Jesus (12,22-32). O mesmo se dá com a narrativa anterior da cura de dois cegos. O demônio era tido como o causador do mal e das doenças. Contudo, muitas vezes pode-se perceber que males e doenças são provocados por determinadas pessoas. Seja enquanto indivíduos, seja como grupos de poder que excluem os pequenos e pobres expondo-os às mais diversas privações. Jesus vem libertar o povo destes demônios que levam ao sofrimento. As pessoas se admiram da ação libertadora de Jesus, mas os fariseus procuram difamá-lo. As multidões excluídas, cansadas e abatidas suscitam a compaixão de Jesus. É importante pedir ao Pai do céu, que deseja acolher estas multidões no seu Reino, que envie trabalhadores para esta missão.
 
Leitura Orante

Preparo-me para a Leitura Orante saudando a Santíssima Trindade, rezando:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
Trindade Santíssima
- Pai, Filho, Espírito Santo -
presente e agindo na Igreja e na profundidade do meu ser.
Eu vos adoro, amo e agradeço.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto Mt 9,32-38 e observo as reações das pessoas próximas a Jesus.
A ação libertadora de Jesus provocava reações e interpretações contraditórias nas pessoas. Uns admiravam. Outros, os fariseus, diziam que era pelo chefe dos demônios que Jesus libertava as pessoas. Os primeiros eram livres, coração aberto para acolher a salvação. Os que se consideravam entendidos, de certa forma eram blindados. Não deixavam a Palavra entrar no seu coração e, para se justificar, acusavam Jesus.
O texto diz ainda um sentimento de Jesus: ele "ficou com muita pena daquela gente porque eles estavam aflitos e abandonados" E recomenda que se peçam mais pastores.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Com qual categoria me identifico? Identifico-me com os simples, desarmados, que acolhiam com reconhecimento e gratidão a ação de Deus, ou nos blindamos para não acolher nem a graça, nem a Pessoa de Jesus?

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo pedindo ao Espírito Santo um coração bom e também, mais pastores para o rebanho de Jesus.
Espírito Santo,
necessito de ti
para conhecer a estrada sobre a qual caminhar.
Necessito de ti
para que o meu coração seja aberto,
acolhedor da tua graça.
E então, para além das palavras e conceitos que ouço,
poderei perceber a tua presença.
Ó Espírito Santo,
que vives na Igreja,
que vives dentro de nós,
modela em nós
a figura e a forma de Jesus.
Ó Jesus, Pastor Eterno, envia operários para a tua messe!

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é de abertura ao Espírito de Deus, como comentaram os Bispos da América Latina: "a vida no Espírito não nos fecha em uma intimidade cômoda e fechada, mas sim nos torna pessoas generosas e criativas, felizes no anúncio e no serviço. Torna-nos comprometidos com os sinais da realidade e capazes de encontrar um profundo significado a tudo o que nos toca fazer pela Igreja e pelo mundo." (DA, 285).

 
Fonte: Editora Paulinas

Congregação do Santíssimo Redentor
 

 
 
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